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Especial Névio Archibald

Rodrigo Maia critica multa do MPT à Honda em Sumaré

A informação da multa foi divulgada ontem pelo MPT

| ACidadeON Campinas

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou a multa dada à Honda do Brasil pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), em Campinas, no valor de R$ 66 milhões a título de danos morais coletivos. A informação da multa foi divulgada ontem pelo MPT.  

"Pelo jeito, a Justiça do Trabalho quer acabar com os empregos", afirmou o deputado na madrugada desta quinta-feira (14) em sua conta do Twitter.  

O MPT ajuizou ação civil pública contra a unidade de Sumaré da Honda pedindo a condenação da montadora ao pagamento por danos morais coletivos, pelo descumprimento de leis trabalhistas relacionadas à saúde e segurança do trabalho.  

Os procuradores acusam a empresa de negligenciar a saúde dos trabalhadores. Entre as irregularidades apontadas estão questões relacionadas à reabilitação de trabalhadores que se acidentaram e ao assédio sofrido por adoecidos e integrantes da Cipa. O MPT baseou a ação em laudos periciais e relatórios produzidos por instituições como Fundacentro, GRT (Gerência Regional do Trabalho) de Campinas, Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) de Campinas e de peritos do próprio MPT, além de depoimentos e provas documentais.   


Tuíte de Rodrigo Maia nesta madrugada. Foto: Reprodução de rede social

"RITMO HONDA"
 
Segundo a ação, um dos aspectos que mais chamou a atenção na Honda é o ritmo muito acelerado de produção. Em 2015, por exemplo, o intervalo de tempo de saída de cada carro da produção, em média, foi de 84 segundos. "Considerando uma produção de 270 veículos por turno, seriam reservados 106,67 segundos para cada carro, e restariam apenas 23 segundos de intervalo entre um veículo e outro", diz o MPT.  

Segundo o relatório da Fundacentro, o aumento na velocidade de produção é uma meta da Honda na fábrica de Sumaré. A expressão utilizada internamente é "Ritmo Honda", pelo qual operadores são cobrados de uma constante adequação do ritmo de produção por líderes e chefes.  

Além disso, um dos depoentes disse ao MPT que as interrupções das pausas para almoço eram feitas sob orientação da gerência, repassando "o ônus das falhas do sistema ao trabalhador". LEIA MAIS AQUI

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