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CampinasPolíticaZé Carlos renuncia ao mandato na Câmara de Campinas após confessar corrupção

Zé Carlos renuncia ao mandato na Câmara de Campinas após confessar corrupção

Vereador havia confessado ao Ministério Público pedido de propina para renovação de contratos

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O vereador Zé Carlos (PSB) renunciou ao mandato na manhã desta segunda-feira (30), horas antes de a Câmara Municipal de Campinas poder votar a abertura de uma CP (Comissão Processante) para apurar se ele cometeu quebra de decoro parlamentar e infrações político-administrativas.

A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (27) pelo advogado Lucas Henrique Trevisan, com base na confissão formal do parlamentar e no acordo de não persecução penal firmado com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

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Com a renúncia, a Mesa Diretora da Câmara informou que considera prejudicada a continuidade do processo, sob o argumento de que houve “perda de objeto por falta de interesse processual, bem como a extinção da punibilidade político-administrativa”. A Casa agora inicia os procedimentos para convocar Ailton da Farmácia, primeiro suplente do PSB, que recebeu 4.372 votos nas eleições municipais de 2020.

Confissão de Zé Carlos e acordo com o Ministério Público

Zé Carlos admitiu ao Ministério Público que pediu propina para manter ou renovar contratos com empresas terceirizadas da Câmara. A confissão foi registrada no dia 10 de junho, durante a formalização de um acordo de não persecução penal. Segundo os termos do acordo, o valor pedido seria destinado ao próprio vereador.

O ex-secretário de Relações Institucionais da Câmara, Rafael Creato, também reconheceu envolvimento no esquema. Ambos eram investigados por corrupção passiva desde 2022 e, com a assinatura do termo, deixaram de ser processados e tiveram a punibilidade extinta.

Zé Carlos se comprometeu a pagar R$ 151,8 mil, equivalente a 100 salários mínimos, em 15 parcelas. Rafael Creato deverá devolver R$ 45.450, divididos em 12 vezes.

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As investigações tiveram início após denúncia do empresário Celso Palma, responsável pela operação da TV Câmara. Ele apresentou ao MP e-mails e gravações de conversas em que, segundo a Promotoria, os pedidos de propina foram feitos.

Câmara já havia rejeitado abertura de processo

Apesar da confissão, esta seria a segunda tentativa de abertura de CP contra o vereador. Em maio, a Câmara rejeitou um pedido anterior, mesmo após uma CPI instaurada para apurar o caso concluir que havia “fatos graves” a serem investigados.

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Zé Carlos presidiu a Câmara até outubro de 2022. Rafael Creato deixou o cargo de subsecretário legislativo em setembro do mesmo ano.

O que dizem os envolvidos

Em nota, o Ministério Público confirmou a existência do acordo com Zé Carlos e Rafael Creato, mas informou que o caso permanece sob sigilo.

A defesa de Zé Carlos, representada pelo advogado Ralph Tórtima Filho, também se manifestou por nota:

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“Em razão do sigilo judicial decretado nos autos, que impede qualquer exposição de seu conteúdo, e seguindo orientação dos advogados que o representam, o vereador José Carlos apenas tem a esclarecer que não foi e não será processado em razão desses fatos, aguardando seu arquivamento.”

A reportagem procurou a defesa de Rafael Creato, mas não obteve resposta até a última atualização.

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