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3ª LiquidArte promove obras de arte a preços acessíveis

O propósito do evento é reciclar o acervo do espaço e dar oportunidade única para as pessoas iniciarem suas próprias coleções

| ACidadeON/Campinas

Terceira edição do LiquidArte propõe a quebra de tabus em volta do consumo artístico (Foto: Divulgação) 

Ter gravuras, desenhos ou até mesmo esculturas de artistas consagrados como Tomie Ohtake para alguns é algo inacessível, supérfluo e muito caro. Esses tabus existem e, para quebrá-los e desmistificar o modo de consumir obras de artistas de renome, é que a Galeria de Arte Livia Doblas realiza a 3ª edição do LiquidArte. O propósito do evento é reciclar o acervo do espaço e dar oportunidade única para as pessoas iniciarem suas próprias coleções ou até mesmo decorarem suas casas a preços reduzidos.

A inauguração acontece a partir desta terça-feira (04) na própria galeria, em Campinas, e as peças ficam no local até o dia 31 de Julho.

O evento é destinado para qualquer pessoa que se interesse por arte ou decoração, e é uma ocasião para o público ver a diversidade de estilos e técnicas em peças de artistas como Aldemir Martins, Fang, Hércules Barsotti, Tomie Ohtake e outros, todas reunidas em um mesmo local.

Algumas mais raras, como uma escultura antiga de Art Déco, uma obra de Arcangelo Ianelli e uma gravura de Lasar Segall dão um toque de garimpo, com um requinte de antiquário. Os preços das obras variam de R$ 200 a R$ 8.000.

"A obra de arte é a expressão de um artista que tem uma mensagem e um conceito a passar. Essa mensagem pode ser atemporal ou dizer muito sobre nossa época ou nossa gente. Elas são importantes porque trazem conteúdo, história e beleza para nossa convivência. E essas obras expostas têm preços acessíveis porque em determinado momento alguém se desapegou delas sem se preocupar com os preços de mercado, por algum motivo ou simplesmente por mudança de estilo e gosto. Mas quem começa a comprar arte, normalmente não para mais", diz a galerista e marchand Livia Doblas. Durante todo o evento acontecem happy hours diariamente.

Além disso, a produtora Lari Fernandes vai registrar, por meio de vídeo, depoimentos de clientes e profissionais de decoração, sobre como escolhem obras e quais suas preferências, a fim de interpretar o consumo de arte.

"A arte não é só para ver dentro de galerias e museus, pode ser usada como uma forma de presentear de modo exclusivo. Também pensando em decoração, a arte é o que dá personalidade para um ambiente, trazendo uma assinatura mais exclusiva. Os móveis escolhemos muito mais pelo conforto, necessidade e durabilidade, mas a arte é muito mais subjetiva, e essa identificação é que traz a alma do morador ou frequentador daquele ambiente. A arte é a cereja do bolo", finaliza Livia.