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Artistas visuais de Campinas abrem exposição em São Paulo

Em comum, as três artistas visuais são integrantes do grupo Antropoantro

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Em comum, as três artistas visuais são integrantes do grupo Antropoantro (Foto: Divulgação) 

Três artistas de Campinas vão abrir uma exposição em São Paulo, a partir do dia 22 de março. Nomeada como INÊS FERNANDEZ, OLIVIA NIEMEYER E SÍLVIA MATOS Sem convenções na CONTEMPORÂNEA [S], ela vai reunir três mostras individuais às 19h, na Casa Contemporânea, em São Paulo.

A exposição, com curadoria de Andrés I. M. Hernández, traz projetos com pesquisas artísticas particulares de cada uma das artistas, mas que ao mesmo tempo apresentam pontos de conexão nos processos de criação ao aglutinar modalidades artísticas contemporâneas que utilizam pintura, fotografia, vídeo, escultura e colagem.

Os vídeos, fotografias impressas em papel e escrituras em Braille (sistema de leitura para cegos) de Inês Fernandez exibem seu método criativo de pesquisa e observação sobre o momento político atual. Segundo Hernández, "a artista articula os arcabouços históricos e aqueles relacionados aos procedimentos de linguagem com maestria". Complementa, ainda, que ela converte suas obras em ferramentas visuais, artísticas e estéticas para projetar questões e provocar discussões relativas à arte política e à política da arte.

Já Olivia Niemeyer traz um conjunto de fotografias impressas em diversos suportes - papel, tecido e acrílico-, para a discussão da construção, desconstrução e reconstrução das cidades, dos espaços sociais, propondo uma reflexão ao espectador sobre essa Cidade em andamento que destrói a história. "Já foi dito que, pela falta de nossa memória histórica, as cidades no Brasil são demolidas e reconstruídas periodicamente", observa a artista. Na análise do curador, os registros fotográficos de Niemeyer e seus desdobramentos em manifestos visuais aparecem construídos tal qual a relação entre peças de uma engrenagem. "A artista constrói (com suas imagens) uma gigantesca caçamba de apropriações e significados que espalha-se pela sala ocupada na Casa Contemporânea.

Sílvia Matos apresenta nesta mostra suas obras de arte com técnicas de pintura seca, processo que desenvolve em suas pesquisas e experimentações ao longo dos anos. E segundo a própria artista, "fazer aflorar na tela negra a cor não é fácil", mas para ela é uma tarefa que a agrada. "Trabalho o pigmento seco sobre a tela e chego a um belo resultado, porém desconstruo e o resultado é o oposto, e, com isso, a procura, o questionamento continuam em telas futuras", resume. Para Hernández, ela coloca em xeque discursos técnicos tradicionais da arte e questiona a tradição e os códigos pré-arte contemporânea.

Matos também vai expor imagens de 20 autorretratos da série Gritos mudos, de 2000, impressas e adesivadas em vidro, espelho e madeira. Nesta obra, ao mesmo tempo em que a artista propõe a dissociação do registro clássico do retrato, ela possibilita a inserção do espectador neste contexto de registro particular.

Em comum, as três artistas visuais são integrantes do grupo Antropoantro, criado em 2000, que nasceu após encontros de discussões sobre arte contemporânea com o artista Carlos Farjado no Ateliê de Criatividade de Sílvia Matos, que continua atuando com vários projetos.

As exposições estarão abertas à visitação de 23 de março a 4 de maio de 2019, de terça a sexta-feira das 14h às 19h e aos sábados das 11h às 17h. Lembrando que as mostras estarão abertas no período da 15ª Edição da SP-Arte que acontecerá de 3 a 7 de abril, no Pavilhão da Bienal (Parque Ibirapuera).

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