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Radialista Durval Biondi é tema de exposição no MIS

Durval Biondi, que morreu em agosto de 2018, aos 87 anos, comandou o programa Campinas Sábado à Noite por quase cinco décadas

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Um dos mais emblemáticos representantes da Era do Rádio, Durval Biondi 

A memória de um dos mais emblemáticos representantes da romântica Era do Rádio é tema de exposição no MIS (Museu de Imagem e do Som de Campinas): "Durval Biondi, uma Paixão pelo Rádio".

Durval Biondi, que morreu em agosto de 2018, aos 87 anos, comandou o programa "Campinas Sábado à Noite" por quase cinco décadas, trazendo, na voz melodiosa, bom humor e saudosismo, canções consagradas e poesias de ouvinte para ouvinte.

"Abrem-se as cortinas do sonho e da fantasia. Unem-se a poesia e a música para lhes proporcionar momentos de enlevo no recanto de ternura. No ar, o programa Campinas Sábado à Noite". Essa era a abertura solene, com sua voz característica de locutor popular, que ganhava a audiência noturna aos sábados.

EXPOSIÇÃO

"Quando recebemos o convite para visitar um acervo fonográfico e tecnológico que poderia vir a ser incorporado ao MIS, não imaginávamos o tamanho do tesouro que iria nos tomar dias e dias de espanto, encanto e avaliação cuidadosa. A sala repleta de estantes adaptadas à coleção inestimável do radialista Durval Biondi parecia surgir de uma memória coletiva, dos tempos de nossos avós e bisavós", lembra a curadora Flávia Baliero Lodi.

Da "riquíssima" discoteca de Biondi, observa Lodi, a mostra reúne 101 fitas K7, 262 LPs de 33 1/2 rotações, 16 fitas de rolo magnéticas e 41 CDs, que farão parte, agora, do acervo fonográfico do MIS.

O público poderá conferir, ainda, objetos pessoais, aparelhos onde ele ouvia música e organizava seus programas, prêmios, troféus e medalhas, fotos, mimos, óculos, pequenas coleções, aviões de montar, entre outros, que irão compor a Sala Sons da Cidade do Museu.

POPULAR


Ao longo de sua vida, Durval Biondi recebeu inúmeros troféus, medalhas e diplomas de Honra ao Mérito, destacando-se o concorrido Troféu Manoel da Nóbrega, no começo da década de 1970, conferido aos mais populares radialistas brasileiros.

Apresentou entrevistas e programas ao vivo no antigo Teatro Municipal de Campinas, no Teatro Carlos Gomes (lamentavelmente demolido em 1965). A partir dos anos 1950, a Rádio e o Teatro fizeram uma parceria com estrondoso sucesso, pois havia muitos espetáculos e shows gratuitos de artistas brasileiros renomados, que a rádio transmitia com grande audiência.

De 1950 a 1955, comandou um programa de auto-falantes na esquina das ruas Barão de Jaguara e César Bierrenbach (e também em outros endereços no Bonfim, na Vila Industrial e no Largo do Rosário), onde sempre um grande número de pessoas se juntavam para ouvir suas transmissões, tanto dos shows, como de jogos da Ponte Preta ou do Guarani. As pessoas torciam e até soltavam fogos para comemorar os gols. Havia também transmissão de corridas de carro e notícias.

"Brotou-nos a vontade de recriar um pouco o ambiente em que estava inserido o homem que se dedicou por mais de cinco décadas ao rádio campineiro, com extrema paixão, organização e prestígio", frisa Lodi, lembrando que "ao conhecê-lo por meio de seu acervo e de sua família, a admiração ocupou este lugar da memória, onde o tempo é outro, exatamente onde a voz dele levava seus ouvintes".

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