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A música promove inclusão, transformação e desenvolvimento - 3ª parte

A musicista Marisa Molchansky, a Brisa, aceitou o desafio e termino essa série com duas composições feitas por ela, que se chamam A Música e A Música II. Então, deixe as canções invadirem a sua Alma Inclusiva

| ACidade ON - Circuito das Águas

A musicista Marisa Molchansky, a Brisa, apresentando uma de suas composições: "A Música". Foto: Reprodução
Porque estou feliz/Bata palmas, se se sentir como uma sala sem teto/Porque estou feliz/Bata palmas, se sentir que a felicidade é a verdade/Porque estou feliz/Bata palmas, se você sabe o que é felicidade para você/Porque estou feliz/Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer  


O refrão da música Happy, de Pharrell Williams, traduz exatamente o meu sentimento quando a cantora, compositora e coordenadora musical do Instituto Anelo, Marisa Molchansky, a Brisa (nome artístico), aceitou o meu convite de fazer uma música sobre o poder que ela exerce sobre as nossas vidas. Essa paulistana sempre foi movida pelos acordes musicais, desde a primeira infância. E não se limitou a fazer só uma. Fui presenteada com duas lindas canções.

Para a musicista Marisa Molchansky, a Brisa: "Música é simplesmente o oxigênio da minha alma." Fotos: Montagem de imagens de arquivo pessoal
Além das brincadeiras de desenhos nas ruas, em formatos de caracol e amarelinha, Brisa lembrou do hábito de infância: escutar vinis na sala de sua casa. Escutar música era um ato de amor, junto com os pais ou mesmo sozinha. Ainda em fase de alfabetização, já que era uma menininha, tentava ler as informações das capas dos bolachões. E ainda tinha o privilégio de ouvir as cantorias da avó materna ao cuidar da casa, ao cozinhar e até quando ia ao mercadinho.

"Hoje, pego-me entrando nos varejões e mercados, como a minha amada vó Dona Lina fazia, cantarolando baixinho e com entusiasmo", contou Brisa. Entre 11 e 12 anos, abraçou o violão dos irmãos e não o largou nunca mais, tornando-o companheiro fiel na execução de músicas autorais, versões, covers, ou para acompanhar seus alunos de música nas salas de aulas e nos eventos.

No último ano do Ensino Médio, participou das olimpíadas da escola com a montagem da peça "O Fantasma da Ópera" no papel de Christine. Foi assim que fez a sua estreia no mundo vocal para um público mais amplo, que ia além do palco de sua casa. Ganhou medalha de ouro por "furar" a dublagem, cantando de fato todos os trechos vocais de sua personagem.

Fiquei aqui imaginando Brisa entrando em um tribunal para defender um cliente, ao me contar que queria ser advogada. Não sei se porque já a conheci como musicista, a imagem me pareceu sem sentido, não se encaixava. Ela fez um ano de Direito na PUC-Campinas. "Foi um momento importante para ter certeza de que queria seguir o caminho musical, com todos os desafios e alegrias que isso pudesse trazer à minha vida", disse.

Abandonou a faculdade e investiu tempo e energia para conquistar sua vaga na faculdade de Música Popular da Unicamp. Em 2000, foi aprovada e formou-se em 2004. "Música faz parte da vida. Acompanha os principais momentos, conecta as principais referências, aquece a alma e embala nossa história. Viva!"  

Conheça quem é a musicista Brisa. Foto: Divulgação
Música nos afasta da solidão e traz felicidade  

Não é à toa que pesquisa feita este ano pela plataforma Deezer, que entrevistou 11 mil pessoas em diversos países, entre eles o Brasil, revelou que 30% dos entrevistados ouvem música para combater a solidão durante esta pandemia de Covid-19. Isso dá para perceber pelo aumento de número de lives.  

Outra pesquisa dessa mesma plataforma feita com a British Academy of Sound Therapy apontou o tipo de música e o tempo necessário de escuta para obter benefícios ao bem-estar físico e emocional. Foram ouvidas mais de 7,5 mil pessoas, distribuídas por todo o Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

O resultado apontou a quantidade de minutos necessárias para cada sentimento, comparando com a "Dose Diária Recomendada" (RDA Recommended Daily Allowance). Minha fonte foi o site Tenho mais discos que amigos.  Confira abaixo: 

14 minutos de músicas animadas para se sentir mais feliz (18% de seu RDA)
16 minutos de músicas relaxantes para se sentir mais tranquilo (20,5% do RDA)
16 minutos de qualquer música para superar a tristeza (20,5% da sua música RDA)
15 minutos de músicas motivadoras para ajudar na concentração (19% da RDA)
17 minutos de qualquer música para ajudar a controlar a raiva (22% de RDA)

A nossa música

Brisa contou que sua influência musical sempre foi Renato Russo. Logo me veio a música Monte Castelo, mais especificamente a melodia da frase: Sem amor eu nada seria. Esse sentimento nobre nos une e pode ser despertado pela música. Então, como diz o nosso rei Roberto Carlos em "Despedida": Já está chegando a hora de ir/Venho aqui me despedir e dizer/Em qualquer lugar por onde eu andar/Vou lembrar de você./ Só me resta agora dizer adeus/E depois o meu caminho seguir/O meu coração aqui vou deixar/Não ligue se acaso eu chorar/Mas agora adeus.  

Só que esse adeus será na forma de música, lembrando que ela tem um poder enorme de inclusão, transformação e desenvolvimento. Fique agora na companhia de Brisa, com "A Música" e, em seguida, "A Música II".  






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