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O mundo pede saúde mental!

Este é o tema da campanha Janeiro Branco, que está em sua 9ª edição. Precisamos superar os estigmas em relação aos transtornos psicológicos

| ACidade ON - Circuito das Águas -

Precisamos superar os estigmas em relação aos transtornos psicológicos. Por isso, precisamos falar sobre o assunto para entendermos. Foto: Pixabay
Mais de quatro em cada 10 brasileiros tiveram problemas de ansiedade entre janeiro de 2020 e setembro de 2021, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em março de 2021, a busca mais feita nas pesquisas do Google, na categoria "como ajudar", foi "como ajudar uma pessoa com ansiedade". No mês seguinte, o assunto mais buscado foi "quando vou ser vacinado". E, em maio de 2021, "como manter a saúde mental" foi o assunto mais pesquisado no mundo todo.

As informações só reiteram o efeito devastador da pandemia de covid-19 sobre a saúde mental e o bem-estar de todos. As pesquisas, segundo o Google Trends, seguem a mesma tendência de 2020, quando a busca por temas ligados a transtornos mentais aumentou 98% em relação à média constatada nos dez anos anteriores. A pergunta "como lidar com a ansiedade" bateu o recorde de buscas, alcançando um crescimento de 33% em relação a 2019. Por isso, mais do que nunca é preciso falar sobre saúde mental.

Em 2020, o Alma Inclusiva postou, nesta mesma época do ano, "Cuidado com saúde mental precisa fazer parte de nossa cultura". O blog volta a falar sobre o Janeiro Branco porque mais do que nunca "O Mundo pede saúde mental!", que é o tema da 9ª edição da campanha no Brasil. Confira aqui o release e todo o material da campanha.  

Segundo a Unicef, "calcula-se que, globalmente, mais de um em cada sete meninos e meninas com idade entre 10 e 19 anos viva com algum transtorno mental diagnosticado. Quase 46 mil adolescentes morrem por suicídio a cada ano, uma das cinco principais causas de morte nessa faixa etária".  

Importância do Janeiro Branco 

O coordenador do Departamento Científico de Psiquiatria da SMCC (Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas), psiquiatra Osmar Henrique Della Torre, explica que o principal objetivo da campanha é incentivar as pessoas a procurarem ajuda quando não se sentirem bem, para que sentimentos, como medo e vergonha, e estigmas sejam trabalhados. "Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada dez pessoas apresenta algum tipo de transtorno mental. A depressão e a ansiedade estão entre os principais problemas."

A SMCC elaborou um vídeo com dicas e orientações a respeito da saúde mental. Confira:  

 

Segue abaixo o depoimento do psiquiatra Della Torre, enviado por meio de sua assessoria de imprensa: 

"O mês de janeiro e a cor branca não foram escolhidos por acaso para ilustrar esta campanha. Por ser o primeiro mês do ano, culturalmente, as pessoas tendem a pensar em suas vidas e a fazer novos planos. É como se tivessem uma página em branco para reescrever suas histórias, iniciar um novo ciclo, mudar hábitos e comportamentos.   

Quando a pessoa percebe dificuldades relacionadas a sentimentos e emoções deve conversar com alguém de confiança, realizar atividades físicas e ocupar o tempo com atividades que proporcionem prazer, como leitura e meditação. Também é importante manter contato com amigos e familiares e evitar o consumo de álcool e drogas. 
 
Caso os sentimentos sejam mantidos ou intensificados, ou surjam ideias de morte ou suicídio, é importante procurar a ajuda de um profissional, que pode ser um psicólogo ou médico psiquiatra. A realização de psicoterapia e o uso de medicamentos psicofármacos podem ser necessários para o controle de sintomas e o pleno restabelecimento da saúde.  Lidar com nossos sentimentos e emoções é um investimento em saúde mental, que trará também um bem-estar físico.  
 
Nosso corpo precisa de um equilíbrio para ficarmos bem. Por isso, não podemos nunca nos esquecer de cuidar da saúde mental e ficar atentos aos sinais de alerta.
 
Chegamos em janeiro de 2022, dois anos de pandemia e início de um surto de gripe, com a nova cepa de Influenza denominada A (H3N2 Darwin), identificado posteriormente à campanha anual de imunização. Muitos medos, incertezas, polarização política para questões de saúde e uma crise socioeconômica. Nesta avalanche de emoções, ficamos exaustos e negligenciamos a nossa saúde. Por isso, precisamos falar de saúde mental e cobrar políticas públicas.   
 
Arte da campanha Janeiro Branco

Arte da campanha janeiro branco
Arte da campanha Janeiro Branco
Arte da campanha Janeiro Branco


Sobre o Blogueiro

Alma Inclusiva

Nice Bulhões é jornalista, disléxica e mãe azul. Pantaneira, nasceu em Corumbá (MS) e mora em Campinas (SP) há mais de 20 anos. Passou por redações de jornais impressos nos dois estados e atualmente faz assessoria de imprensa. No blog, trata de assuntos referentes a todas as formas de inclusão.


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