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Todas as polêmicas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Desde 2015 o evento vem acumulando polêmicas. Reuni algumas para a gente relembrar e se preparar para as Olimpíadas

| ACidade ON - Circuito das Águas

Eu amo jogos olímpicos, com força. Sinto vontade de deixar minha vida suspensa durante os jogos para acompanhar tudo possível. Eu estava ansiosa para Tóquio, até que veio a pandemia. Jogos suspensos e até um possível cancelamento no início desse ano chegou a ser cogitado. Agora é certo, a Olimpíada de Tóquio vai rolar, mas com algumas diferenças do normal.  

 Todo o público estrangeiro foi vetado, ou seja, desta vez os jogos serão caseiros. Só público local. Voluntários de fora do país também foram vetados. E a bolha de Tóquio pode ficar ainda mais restrita. Somente pessoas consideradas essenciais para a operação Tóquio-2020 terão entrada autorizada no Japão. Dessa maneira, convidados de todas as formas estão barrados. Sejam as lendas olímpicas, como acompanhantes de membros da ONU e do COI (Comitê Olímpico Internacional).  

 Já é cogitado também aumentar essa medida e barrar representantes de federações internacionais, convidados de patrocinadores e a mídia. 

A alteração de data não chega a ser uma polêmica, já que o momento atual da mundo não permitia a realização dos jogos, mas a condução disso foi desastrosa.  

Todas essas decisões, claro, não foram consenso e foram decididas depois de muita polêmica. O Comitê de Tóquio, inclusive, se recusava a adiar os Jogos no ano passado. E só cedeu depois de muita pressão dos atletas pelo adiamento.  

Essa não foi a única pressão enfrentada pelo Comitê Organizador de Tóquio 2020. Em fevereiro o então presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, afirmou que as mulheres "falavam muito" durante as reuniões do conselho, o que para ele era "irritante", competiam entre si durante os encontros e disse ainda que as mulheres que trabalhavam no Comitê Organizador "sabiam seu lugar". Por conta da pressão, ele renunciou ao cargo na semana seguinte a fala.
  

E as polêmicas de Tóquio começaram em 2015. O primeiro logotipo olímpico oficial de Tóquio 2020 desenhado por Kenjiro Sano esteve rodeado de polêmica desde que no final de julho de 2015 o belga Olivier Debie tachou o projeto de plágio poucos dias depois de sua apresentação. Debie considerou que o logo japonês era similar demais ao que criou para o Teatro de Liège, em 2013. Os organizadores defenderam o emblema idealizado por Sano e inclusive mostraram o esboço inicial a fim de afastar as acusações sobre o logotipo.
Mas, a dúvida também caiu sobre o anteprojeto olímpico por ser parecido com outro realizado pelo falecido designer alemão Jan Tschichold. 

Voltando pra 2021, tem polêmica saindo do forno. E essa envolve o Comitê Olímpico Internacional e a Federação Internacional de Natação. Dessa vez por conta da pandemia. A Federação Internacional de Natação, a Fina, não quer arcar com os custos adicionais para a realização da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que serviria de pré-olímpico.  

A competição aconteceria no centro aquático de Tóquio e serviria como evento-teste da instalação olímpica. Segundo os organizadores, testes PCR para atletas e integrantes das delegações, além de outros custos, teriam que ser bancados pela Fina.  

A entidade também reclamou duramente das exigências da quarentena de três dias antes do embarque das delegações para o Japão, pois isso implicaria em um custo extra que estaria causando desistências. Reclamaram ainda que várias federações internacionais estavam encontrando dificuldade para obter os vistos de entrada junto às embaixadas do Japão. A pressão funcionou, e agora os organizadores fizeram concessões ao órgão regulador sobre a divisão de custos, bem como o período de quarentena para os atletas. É provável que o evento de nado sincronizado seja no início de maio. A Copa do Mundo de saltos ornamentais, que estava prevista para 18 de maio, deve ser remarcada também para maio. 

 De longe, ficamos acompanhando as notícias no aguardo dessa Olimpíada de "trapalhadas". O que podemos esperar? Só o futuro nos dirá. 



 

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