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Assumi os cuidados da minha mãe eficiente e me endividei!

Dívidas e depressão! Aprenda com os meus erros e vamos seguir juntos na busca por uma vida mais leve.

| ACidade ON - Circuito das Águas

Cuidar de um idoso deficiente pode trazer algumas ciladas financeiras. Se não tomar cuidado, pode mergulhar em dívidas. Foi o que aconteceu comigo.  

Comecei a cuidar da minha mãe aos 24 anos, totalmente imatura e aos 27, assumi a ótica da família.  

Trabalhei muito, guardei dinheiro, mas infelizmente com a instabilidade econômica do nosso país, minhas reservas acabaram e as contas aumentavam, junto com o avanço da doença auto imune da minha mãe. Começaram os empréstimos para pagar as contas e os empréstimos para pagar as parcelas dos empréstimos.  

Em 2014, minha mãe sofreu um AVC e ficou cadeirante. Os custos dos cuidados dobraram. Tivemos que vender o apartamento para zerar as dívidas e buscar um custo de vida menor para manter as cuidadoras para que eu pudesse trabalhar.  

Sem dívidas, voltei a crescer, fiz investimentos, juntei um bom dinheiro e mais uma vez a crise acabou com as minhas reservas. É importante dizer que eu ganhava bem, mas assumi um custo de vida que não cabia na minha realidade. Nunca fui gastona comigo, só queria manter o que acreditava que fosse o melhor para minha mãe.  

Mesmo gostando do meu trabalho, entrei numa depressão que foi aos poucos tirando minha alegria e esperança. Inconscientemente, comecei a desejar que a loja fechasse. Estava muito infeliz. Não tirava férias, só trabalhava e administrava as cuidadoras, mercado, farmácia.
Faz dois anos que fechei a loja física e passamos por dificuldades terríveis. Tive que cancelar o plano de saúde da minha mãe (uma das decisões mais difíceis da minha vida), condomínio atrasado, luz cortada, tive que dispensar as cuidadoras, cuidar da minha mãe sozinha e trabalhar. Era impossível fazer tudo e eu me cobrava demais. Um dia eu deitei na minha cama e não tinha mais forças para levantar. Novamente entrei em depressão e foi bem sério. Desliguei o celular, cortei contato com o mundo e comecei a planejar minha morte. Mais uma vez, a rede de apoio me abraçou e me levantou com muito amor.  Hoje sei que é impossível fazer tudo sozinha. Aprendi a pedir ajuda e a delegar responsabilidades.

Sabe por que estou contando tudo isso? Porque hoje estou feliz. Tenho uma vida mais leve com a minha mãe. Paramos de brigar e passamos a nos respeitar. Ainda recebemos ajuda financeira, mas aos poucos estamos colocando nossa vida em ordem. Estou pagando minhas dívidas, ainda falta muito, mas sei que vai terminar. Voltei a estudar, ler, escrever, criar. Voltamos a sonhar novamente. Estamos em paz. 

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