Mary Elizabeth Winstead está com o tempo contado em "Kate"

Atriz interpreta uma assassina meticulosa que é envenenada em uma missão que tinha como alvo um membro da Yakuza.

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Mary Elizabeth Winstead no longa-metragem "Kate" (2021) (Foto: Divulgação)
A atriz Mary Elizabeth Winstead já mostrou diversos talentos em sua filmografia diversificada, que vai desde filmes infanto-juvenis a dramas e filmes de terror. Com habilidades impressionantes, a atriz norte-americana tem embalado em longas-metragens de ação nos últimos anos, tendo destaque na adaptação da DC Comics, Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa. Entretanto, na nova produção da plataforma de streaming Netflix, ela é responsável pela personagem que dá nome à trama.

Em Kate, Mary Elizabeth Winstead interpreta uma assassina meticulosa, bem-sucedida e com uma carreira promissora à frente. Trabalhando no Japão, Kate possui uma lista de alvos exterminados extensa e sempre finaliza as suas missões com maestria. Mesmo com operações impecáveis, uma missão não sai como esperado quando o trabalho envolve o assassinato de um membro da Yakuza e Kate descobre que foi envenenada.
 
Atriz interpreta assassina profissional em "Kate" (2021) (Foto: Divulgação)
Com uma substância radioativa em seu corpo, a assassina profissional tem apenas 24 horas de vida para descobrir quem foi o responsável por sua atual situação e para terminar a missão que deixou em aberto. Enquanto o seu organismo inicia uma rápida deterioração, Kate cria um vínculo com a filha adolescente de uma de suas vítimas, a jovem Ani. Ao lado da garota, a profissional pretende adentrar nos mecanismos mais obscuros da máfia japonesa para encontrar o seu alvo antes que o seu tempo de vida acabe.

O enredo escrito por Umair Aleem possui traços similares a outros longas-metragens do mesmo gênero, principalmente dos filmes desenvolvidos pelo diretor francês Luc Besson. A amizade de Kate com a jovem Ani remonta ao longa O Profissional, enquanto o treinamento da assassina se parece com o desenvolvimento dos filmes Nikita: Criada para matar e Anna: O perigo tem nome.
 
Mary Elizabeth Winstead e Miku Patricia Martineau em "Kate" (2021) (Foto: Divulgação)
Mesmo não sendo tão inovadora no quesito roteiro, a trama de Kate é envolvente e interessante, e grande parte desta conquista é mérito da atriz Mary Elizabeth Winstead. Na pele da protagonista, Winstead mergulha nas cenas de ação e desempenha muito bem o papel da assassina profissional com o tempo contado.

Sua performance possui diversas nuances no que diz respeito ao período em que está vivendo. Ao mesmo tempo em que é amistosa e possui um alto nível de respeito por seu superior Varrick, ela assume uma postura forte e ameaçadora ao combater seus inimigos. A sua química com a jovem atriz Miku Patricia Martineau também auxilia na narrativa do longa-metragem de ação. Além disso, Winstead conta com a ajuda de um elenco experiente e talentoso.
 
Ator Jun Kunimura em "Kate" (2021) (Foto: Divulgação)
Apesar de aparecer em apenas algumas cenas, Woody Harrelson possui um papel importante na trama, e divide muito bem o holofote com Tadanobu Asano, que interpreta um membro da máfia japonesa. Em uma participação ainda menor, o veterano Jun Kunimura esbanja talento em momentos singulares, mas breves, ao se aproximar do desfecho da trama.

O diretor Cedric Nicolas-Troyan realiza uma bela ambientação do Japão e mergulha na cultura do país ao apresentar algumas características extraordinárias do oriente, como máquinas automáticas de roupas no meio da rua. Além disso, toda a trama é embalada por músicas cantadas no idioma local, em ritmos acelerados e que auxiliam nas cenas de ação.
 
Cena do longa-metragem "Kate" (2021) (Foto: Divulgação)
A coreografia das lutas corporais também é um ponto alto em Kate. A maioria das cenas de ação é interpretada pela talentosa protagonista, que não deixa a desejar na hora de posar para a câmera antes de cortar os dedos de alguém. O longa-metragem de Cedric Nicolas-Troyan também é recheado de adrenalina e tiroteios, contando ainda com uma belíssima cena de capotamento de um veículo.

Com cenas bem elaboradas, um enredo eletrizante e performances admiráveis, Kate impressiona pela composição do filme em si, mesmo que não apresente uma narrativa criativa ou inovadora.
 
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