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Três cidades do Circuito das Águas aderem ao 'tratoraço'

Protesto contra impostos em produtos agrícolas marcado para quinta-feira tem confirmada a participação de produtores de Holambra, Jaguariúna e Serra Negra

| ACidade ON - Circuito das Águas

Produtores de Flores se sentem prejudicados (Foto: Divulgação)
Três cidades o polo turístico Circuito das Águas Paulista aderiram a um "tratoraço" contra o fim da isenção de 4,14% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos produtos agrícolas do Estado de São Paulo. Segundo os organizadores, a manifestação ocorre em Holambra, Jaguariúna e Serra Negra, nesta quinta-feira (7). Ao todo, cerca de 109 municípios paulistas devem participar.

A ação visa a revogação dos decretos 65.245 e 65.255/2020, que passaram a valer neste mês de janeiro e causam impacto direto em produtores, atacadistas e varejistas. Atualmente, o Estado de São Paulo representa 70% da cadeia produtiva de flores e gera cerca de 125 mil empregos, dos quais 68% das vagas são ocupadas por mulheres.

Em Holambra, a concentração dos tratores e veículos ocorre em frente ao Moinho Povos Unidos, às 8h. A carreata será realizada pelas ruas da cidade, com a finalidade de chamar a atenção dos consumidores, uma vez que o aumento repercutirá sobre o preço final dos produtos. Jaguariúna e Serra Negra ainda não informaram os locais da ação.

"Para os produtores de flores de corte, principalmente, que já iniciaram 2021 com a queda de 30% no faturamento devido ao cancelamento das festas e eventos, não há como absorver e muito menos repassar novos aumentos. Além disso, não há perspectivas de mudança desse cenário no curto prazo", relata Jorge Possato Teixeira, diretor geral da Cooperativa Veiling Holambra

Pedido de revogação

No dia 3 de dezembro de 2020, o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) enviou ao governador João Dória um ofício solicitando a revogação dos decretos, mas ainda não obteve retorno. De acordo com o documento, a medida trará graves consequências para todo o setor de flores do país.

"Além do aumento expressivo no custo de produção, transporte e comercialização, haverá um impacto social enorme, com a redução de empregos e, econômico, provocado pelo aumento de inflação e pela diminuição do consumo. As consequências serão irreversíveis", diz o texto.






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