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Amparo flexibiliza medidas e analisa desativar Hospital de Campanha

Segundo a prefeitura, município irá seguir apenas as restrições do governo estadual por 15 dias e, após o período, irá avaliar a necessidade da unidade de saúde

| ACidade ON - Circuito das Águas -

Amparo analisa desativação do Hospital de Campanha (Foto: Samara Bernardi)
A prefeitura de Amparo anunciou a flexibilização das medidas municipais adotadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no último sábado (11). De acordo com a administração, o município irá adotar apenas as restrições do governo estadual nas próximas duas semanas, com a liberação das atividades comerciais da cidade e a suspensão das regras de Retorno Seguro e, após este período, irá analisar a necessidade da permanência do Hospital de Campanha.

Segundo a administração, o distanciamento de 1 metro entre as pessoas permanece obrigatório, assim como a utilização de máscara facial em todos os ambientes. Aglomerações continuam proibidas na cidade, mas não há mais restrições quanto ao horário e ocupação de comércios e serviços.

O Retorno Seguro era uma medida municipal e estipulava que os estabelecimentos comerciais deveriam efetuar um cadastro no site da prefeitura, contendo algumas informações da empresa, como área útil, quantidade de funcionários e protocolos adotados. A partir dos dados, o número de clientes por comércios e as medidas para o retorno presencial eram determinados.

Além disso, a prefeitura exigia o teste negativo para o covid-19 de todos os funcionários. Após a testagem dos funcionários e a comprovação das medidas, os estabelecimentos recebiam o "selo de boas práticas" da prefeitura e estavam permitidos a realizar o atendimento presencial.

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Hospital de Campanha

Dentre as medidas anunciadas em um comunicado oficial nas redes sociais, a prefeitura afirmou que a permanência do Hospital de Campanha será avaliada após a análise dos impactos das duas semanas de flexibilização das atividades comerciais na cidade.

Segundo a administração, os resultados da covid-19 durante o período irão determinar se a unidade de saúde será desativada no final de setembro, quando termina o contrato, ou se ficará disponível por mais tempo. Em agosto, a prefeitura diminuiu de 16 para 6 o número de leitos de enfermaria na unidade de saúde.

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De acordo com a administração municipal, o Hospital de Campanha não registra uma internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 9 de agosto. Já no caso dos leitos de enfermaria, a prefeitura salienta que, devido à rotatividade de pacientes, não é possível determinar a quantidade de pacientes internados nos últimos dias.

Entretanto, o boletim epidemiológico divulgado no último domingo (12) aponta que a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria do Hospital de Campanha era de 16,6%. A Santa Casa apresentava um índice de 70% dos leitos de UTI e 0% dos leitos de enfermaria, enquanto o hospital Beneficência Portuguesa tinha 37,5% dos leitos de UTI ocupados e 16% dos leitos de enfermaria com pacientes.

Portanto, a prefeitura salienta que, no momento, a desativação do Hospital de Campanha não causaria impactos negativos ao sistema de saúde da cidade, mas o desmonte da unidade será avaliado apenas após o período de flexibilização.

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