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Técnicos relatam falta de pagamento na Santa Casa de Amparo

Segundo funcionários da UTI Covid-19 do hospital, o repasse à empresa terceirizada ainda não foi realizado; prefeitura alega ausência de documentos necessários

| ACidade ON - Circuito das Águas -

Hospital Santa Casa Anna Cintra, em Amparo (Foto: Divulgação)
Técnicos de enfermagem que prestam serviços nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinadas aos pacientes diagnosticados com a covid-19 na Santa Casa Anna Cintra, em Amparo, relataram nesta quinta-feira (21) que o pagamento que deveria ter sido realizado pela administração municipal após a intervenção na unidade de saúde está atrasado desde o começo do mês de outubro.

Em uma nota de protesto, uma funcionária manifestou o descontentamento com o atraso. "Como é de seu conhecimento, esta Santa Casa está sob intervenção e tem sido administrada pela empresa Innova, que deveria ser a responsável, dentre outras coisas, pelos encargos trabalhistas e salários dos servidores a ela vinculados - o que nos inclui. Entretanto, desde o dia 7 do corrente mês de outubro estamos com nossos salários atrasados, dentre outros problemas", relata a técnica de enfermagem.

Segundo a funcionária terceirizada, a prefeitura convocou uma série de documentos para que o repasse fosse realizado até esta sexta-feira (22). Entretanto, esta documentação já estaria em posse da empresa responsável pela contratação dos funcionários.

"Fomos surpreendidos com a convocação da prefeitura municipal para que repassamos a esse órgão informações necessárias para que nossos salários sejam regularizados - informações essas que a empresa Innova já deveria ter fornecido a administração municipal", afirma a nota de protesto.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Em nota, a prefeitura de Amparo afirmou que um dos motivos para a intervenção na Santa Casa Anna Cintra foi, justamente, as dívidas apresentadas pela unidade de saúde, incluindo esta empresa terceirizada de serviços médicos.

Segundo a administração, "no contrato, não constam diversas informações, entre elas, a remuneração individualizada de cada um de seus funcionários. Até ontem, a empresa não havia passado essas informações para que se possa analisar a legalidade e necessidade dos serviços", afirmou em nota.

De acordo com a prefeitura, sem essas informações sobre os contratos de trabalho, a comissão interventora precisou solicitar aos funcionários os dados que comprovem o vínculo com a empresa. Dentre as informações requisitadas estão:

*Apresentação da qualificação;
*Informação do regime de contratação, CLT ou PJ, com comprovação pela carteira de trabalho ou cópia de contrato e nota fiscal;
*Informação do salário mensal;
*Indicação da conta bancária cadastrada pela empresa para o pagamento.


Os dados deveriam ser entregues até às 11h desta quinta-feira (21), nos Recursos Humanos do hospital. Segundo uma funcionária, este pedido foi enviado aos técnicos de enfermagem apenas na noite da última quarta-feira (20).

MANIFESTAÇÃO NA UNIDADE

Na manhã desta quinta-feira (21) foram realizadas duas reuniões com representantes dos funcionários e a comissão interventora. Durante este período, alguns funcionários decidiram se manifestar devido ao atraso no pagamento. Segundo uma técnica de enfermagem, todos foram retirados do local pela Guarda Municipal (GM).

Em nota, a prefeitura acrescentou que "cerca de 10 funcionários da empresa resolveram se manifestar, talvez sem entender o contexto do pedido dos dados na notificação de ontem". Além disso, disse que "a presença da Guarda Civil Municipal está sendo constante durante a intervenção no hospital, para manter aquilo o que foi decidido judicialmente e regulamentado por decreto", e que não houve nenhum ato de vandalismo durante a manifestação.

A prefeitura ainda complementou que "o compromisso da Comissão Interventora da Santa Casa Anna Cintra é com a recuperação do hospital, fundamental para a saúde de toda a região do Circuito das Águas".

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