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Vacinas

É preciso 40,6% de cobertura vacinal para controlar pandemia, diz estudo

Cobertura atual no estado de São Paulo é de 8,4% da população, com 3,9 milhões pessoas imunizadas com as duas doses

| ACidade ON - Circuito das Águas

Estudo levou em consideração a Coronavac, do Butantan (Foto: Karen Fontes/Código19) 

Um estudo do Coletivo Ação Covid indicou que, para o controle da pandemia no Estado de São Paulo, será necessário 40,6% de cobertura vacinal contra a doença em toda a população. Atualmente, a cobertura entre idosos e profissionais de saúde, educação e segurança é de 8,4%, com 3,9 milhões pessoas imunizadas até hoje (27) com as duas doses da vacina contra o coronavírus.

O estudo, chamado de "Sob que condições a vacinação pode controlar a pandemia no Brasil?", foi feito em vários estados. O grupo desenvolveu um método para calcular a cobertura vacinal mínima para atingir um cenário em que cada pessoa infectada transmite o vírus, em média, para menos de uma pessoa - ou seja, em que R0 é menor que 1. Dessa forma, é possível estimar a proporção de população imunizada, para cada estado, a partir da qual começa a se apresentar uma inflexão da curva de novos casos, indicando a tendência de refreamento da pandemia.

No Estado de São Paulo, o R0 no mês de abril foi de 1,26. Para diminuir o R0 pra 1 a menos, seria necessário vacinar - no mínimo - 40,6% da população. A população estimada em todo estado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) usada na pesquisa é de 46.289.333 milhões de pessoas.

No entanto, a cobertura ideal preconizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é que 70% da população seja vacinada. Para a pesquisa brasileira, foi considerada a vacina Coronavac, que tem 50,3% de eficácia, e é feita pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

"Para fazer isso, pegamos o número de casos e recuperados de cada estado. Calculamos o R0 e vimos o quanto o vírus está circulando entre as pessoas. Se a gente não chega a uma porcentagem mínima de imunização, não conseguimos parar a transmissão", disse a pesquisadora Simone Demião.


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