Vacinação

Sem AstraZeneca, Amparo não descarta Pfizer para 2ª dose

Prefeitura anunciou pelas redes sociais neste sábado que as vacinas da Fiocruz se esgotaram na cidade

| ACidade ON - Circuito das Águas -

Cidades relatam falta da vacina da AstraZeneca, distribuída pela Fiocruz (Foto: Denny Cesare/Código19)
Amparo não descarta usar a vacina Pfizer para a segunda dose diante da falta da AstraZeneca. A possibilidade de substituir o imunizante foi publicada pela prefeitura em sua página oficial na rede social Facebook no final da tarde deste sábado (11). O informativo ainda revela que os lotes da vacina da Fiocruz se esgotaram hoje na cidade.

"Na tarde de hoje, a Secretaria de Saúde registrou falta de doses da vacina AstraZeneca para aplicação de segunda dose em Amparo. Nos próximos dias, a prefeitura receberá mais doses da vacina e poderá aplicar segunda dose de Pfizer para quem começou a imunização com AstraZeneca", diz trecho da nota. O município informa que espera terminar o esquema vacinal até dia 15 de setembro.

"A falta de doses está acontecendo em todo o estado de São Paulo. Segundo pesquisas, a vacinação heteróloga (com doses de imunizantes diferentes) é segura e apresenta uma resposta imune com um número de anticorpos até maior do que a vacinação tradicional, com duas doses do mesmo imunizante",  diz outro trecho nota.  

Na sexta-feira (10), Águas de Lindoia e Holambra anunciaram a suspensão do complemento vacinal de pessoas que receberam a AstraZeneca como primeira dose. Os imunizantes da Oxford/Fiocruz também estão em falta nos dois munucípios.  

GOVERNO DE SP APROVA USO DE OUTROS IMUNIZANTES 

O governo de São Paulo anunciou na noite de sexta-feira (10), que, a partir da próxima semana, quem estiver com a segunda dose da AstraZeneca atrasada poderá se vacinar com a Pfizer. 

A medida foi tomada para garantir o esquema vacinal da população em meio à escassez de doses de AstraZeneca e ao que governo estadual chama de "apagão do Ministério da Saúde".

O governador João Doria (PSDB) chegou a dizer que, caso não receba do governo federal 1 milhão de doses de AstraZeneca até a próxima terça-feira (14), o estado pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a quantia já deveria ter sido entregue.

Enquanto novas doses não chegam, o governo de São Paulo informou, em nota, que poderá se vacinar com a segunda dose da Pfizer quem estiver com a dose de AstraZeneca com vencimento entre os dias 1 e 15 de setembro.

COMO SERÁ O ESQUEMA

Para viabilizar o plano, serão entregues aos municípios durante o final de semana cerca de 400 mil doses extras de Pfizer. Elas chegaram nos últimos dias ao estado e serão remanejadas para a aplicação desta segunda dose. Segundo a pasta, os municípios também poderão aplicar vacinas da Pfizer que tiverem em estoque.

A decisão é emergencial e, de acordo com o governo, visa a "amenizar os transtornos causados pelo não envio das doses". O governo estadual afirmou que desde o fim de semana cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem o esquema vacinal completo. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo é de que nos próximos dias a situação seja regularizada.

A intercambialidade das vacinas foi chancelada pelo Comitê Científico do governo do Estado e pelo Programa Estadual de Imunização (PEI), que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e em orientações do próprio Ministério da Saúde.

Na nota técnica 6/2021, o ministério determinou que vacinas heterólogas podem ser administradas quando houver indisponibilidade do imunizante aplicado como primeira dose.

Sobre a falta de doses de AstraZeneca, o ministério afirmou que São Paulo utilizou como primeira dose vacinas destinadas à dose dois. "Ao contrário do que foi divulgado pelo governo de São Paulo, o Ministério da Saúde não deve segunda dose de vacina covid-19 da AstraZeneca ao Estado de São Paulo", disse em nota.  

FIOCRUZ ANUNCIA ENTREGA NA PRÓXIMA SEMANA

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê que fará novas entregas da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 na próxima semana, normalizando as liberações ao ao Programa Programa Nacional de Imunizações (PNI). O número de doses disponibilizado será divulgado na próxima segunda-feira (13).

A Fiocruz já havia informado no último dia 2 que suas próximas entregas seriam realizadas entre os dias 13 e 17 de setembro. A última entrega foi em 27 de agosto, quando 3,5 milhões de vacinas foram liberadas.

O intervalo entre as entregas ocorreu porque os lotes mensais de agosto do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), importado para a fabricação da vacina, só chegaram nos dias 25 e 30 do mês passado. Como o processo de fabricação e controle de qualidade das doses demora cerca de três semanas, a liberação só deve ocorrer a partir da semana que vem.

Desde o início do ano, a Fiocruz já entregou 91,9 milhões de doses ao Ministério da Saúde, sendo 87,9 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e 4 milhões importadas prontas da Índia.

O número de doses produzidas no Brasil, porém, deve ultrapassar 100 milhões na próxima semana, contando com as vacinas já entregues e as que ainda estão em produção e controle de qualidade. A previsão foi apresentada na Jornada Nacional de Imunizações pelo gerente do projeto de implementação da vacina covid-19 em Bio-Manguinhos, Fábio Henrique Gonçalez.

Ele detalhou ainda os avanços na produção do IFA nacional e divulgou a projeção de que será possível produzir neste ano 14 milhões de doses totalmente fabricadas no Brasil. Dessas, 6 milhões poderão ser entregues ao PNI.  

(*Com informações da Agência Estado e Agência Brasil)



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