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Política

Aos 92 anos, morre o ex-governador de SP Paulo Egydio Martins

Falecimento foi anunciada por João Doria em coletiva de imprensa nesta sexta-feira no Palácio dos Bandeirantes

| ACidade ON - Circuito das Águas

Paulo Egydio Martins, ex-governador de São Paulo. Foto: Reprodução
Morreu aos 92 anos o ex-governador de São Paulo Paulo Egydio Martins (PSDB). A informação foi dada há pouco pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Era casado com Brasília Byinton, com teve sete filhos. 

Doria lamentou a morte do ex-governador em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. "Paulo Egydio Martins foi um grande governador de São Paulo, meu amigo. Fiquei muito sentido e triste. Acabei de receber a notícia e compartilho com vocês também a minha solidariedade e os meus votos de pesar", comentou. 

Paulo Egydio Martins foi governador do Estado entre 1975 e 1979, durante o período de Ditadura Militar, à época filiado à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de suporte ao governo militar. Durante o seu mandato, a Ditadura sofreu a maior crise política na ocasião da morte do jornalista Vladimir Herzog, da TV Cultura. 

O ex-governador nasceu em São Paulo em 2 de maio de 1928. Era formado em engenharia civil na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após ingressar na faculdade, desenvolveu intensa atividade política no meio estudantil. Chegou a presidir a União Metropolitana dos Estudantes (UME), em 1948. 

Anos depois, em 1963, Martins participou de articulações para depor o presidente João Goulart. Em seu escritório em São Paulo recebeu diversos mentores do movimento que instaurou a Ditadura Militar em 1964. 

Foi ministro da Indústria e Comércio no governo de Humberto Castelo Branco e chegou a ocupar o Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Chefiou missões comerciais brasileiras na Europa e fechou acordos bem-sucedidos na União Soviética e Polônia. Visitou a sede do Mercado Comum Europeu, em Bruxelas, e finalizou a missão em Washington, nos Estados Unidos. 

Em outubro de 1974 teve seu nome aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo, por meio de eleição indireta. Apoiou a política de distensão do presidente Ernesto Geisel.


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