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Investimentos pós-pandemia

A expectativa do mercado é de gradual recuperação da economia, confirmada pela diminuição da projeção de queda do valor do PIB. Momento de diversificar os investimentos

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Investimentos pós-pandemia. (Foto: iStock Photos)
A pandemia de Covid-19 afetou a forma de realizar negócios em todo o mundo. Todos os tipos de negócios, em algum momento deste ano, sentiram a mudança, e isso se reflete diretamente na economia.  

Especificamente no Brasil, o aumento da inflação, a queda da renda familiar e o aumento da situação de pobreza da população travaram o consumo e afetaram toda a cadeia econômica. 

A Villafrati Alimentos, empresa cuja atividade principal é o fornecimento de massas e molhos para companhias de catering aéreo, empresas, escolas, redes de franquias e restaurantes, teve queda em sua receita logo no início da pandemia. 

"Nosso faturamento diminuiu em 90%", conta a proprietária, Adriane Dias. "Buscamos alternativas para continuar funcionando, e contratamos crédito para o pagamento de funcionários e fornecedores, o imprescindível para continuarmos operando". 

Tantas mudanças no mundo dos negócios, na forma de consumir e no comportamento das pessoas se refletem também no mundo dos investimentos. Ao longo dos meses de pandemia, a queda no valor das ações obrigou a paralisação dos negócios na bolsa de valores, às vezes por mais de uma vez ao dia, o chamado Circuit Break. Ainda assim, a bolsa de valores é o lugar para onde o investidor brasileiro vem migrando seu dinheiro.  

A queda no valor da taxa Selic, que comanda os juros em empréstimos e aplicações, fez com que parte dos investimentos antes destinados à renda fixa migrassem para a renda variável, uma vez que os ganhos estão cada vez menores. O Brasil passa hoje pelo menor valor já praticado na história da taxa, com a meta de fechar 2020 a 2,00%. 

"Temos hoje a menor taxa básica da história do País, e acredito que ela deva se manter baixa nos próximos anos", afirma Nelson de Souza, Presidente do Desenvolve SP. "Com juros mais baixos e acesso ao crédito facilitado, empresas de todos os setores podem ter novas perspectivas e planejar investimentos em projetos que contribuem com o seu desenvolvimento e com a geração de renda".  

Se por um lado a taxa de juros está baixa, a retomada gradual das atividades produtivas e comerciais tem feito com que as projeções para o PIB de 2020 sejam um pouco melhores. Se em junho a projeção era de 6,54%, no segundo semestre esses valores vêm melhorando, e, pela quarta semana seguida o mercado reduziu a projeção de queda, que agora está em -5,02%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Embora os valores ainda sejam negativos, a diminuição da projeção de queda representa o otimismo do mercado em relação à recuperação gradual da economia, e reforça que a longo prazo os ganhos estarão assegurados. 

Para tentar prever o que reserva o futuro, o banco suíço Credit Suisse divulgou o relatório "Superpotências para os Investimentos", em que são listados temas que podem ser valorizados no futuro, associando-os a segmentos empresariais que podem alavancar mudanças necessárias considerando o cenário pós- pandemia, e, portanto, teriam suas ações valorizadas. 

Nesse relatório foram listados seis temas:  

O descontentamento popular com questões locais, principalmente a desigualdade, que indica como potencial para investimentos organizações que oferecem soluções para redução de itens básicos, organizações que oferecem qualificação para trabalhadores e organizações que ajudam a aprimorar a segurança e proteção dos cidadãos; 

Investimentos em infraestrutura, que levam a considerar concessionárias de serviços públicos e operadoras de infraestrutura no setor de transporte como boas possibilidades; 

Tecnologia à serviço das pessoas é o tema que engloba mais setores, como telecomunicações, em especial a 5G, softwares, serviços de TI para automação na indústria, provedores de plataformas na internet com inovação para negócios tradicionais como saúde e agricultura. E, naturalmente, o setor de saúde com tecnologias para áreas como diagnóstico e desenvolvimento de aparelhos médicos; 

Investimentos no envelhecer da população, em que os destaques são empresas biofarmacêuticas, de tecnologia médica e biologia, bem como prestadores de serviços/ operadores de residenciais para idosos e operadoras de planos de saúde; 

Valores para a geração do milênio, onde são consideradas fortes empresas com altos padrões ambientais, sociais e de governança, sites de mídia social, e-commerce, serviços de internet, plataformas de streaming, além dos setores de diversão, saúde e lazer, como jogos e esportes eletrônicos; 

Mudanças climáticas, em que são consideradas as empresas que contribuírem para uma transição mais sustentável, onde exista menor emissão de carbono. As mais competitivas, com destaque para as de energia renováveis, fabricantes de automóveis elétricos e fornecedoras de tecnologia de captura de carbono.  

Vale lembrar que esse relatório trata a respeito de investimentos a longo prazo e considera todo o mundo. É, portanto, preciso avaliar de acordo com o perfil do investidor e a realidade local quais são as opções individuais mais vantajosas. Diante de um cenário tão complexo quanto o atual, este pode ser um direcionamento a ser considerado na hora de investir.  

Confira mais dicas no site Desenvolve SP .  

Sobre o Desenvolve SP  

O Desenvolve SP O Banco do Empreendedor é a instituição financeira do Governo do Estado de São Paulo que ampara o desenvolvimento de micro,
pequenas e médias empresas e de municípios paulistas. Por meio de programas e linhas de crédito com condições excepcionais, financia o crescimento sustentável de negócios e projetos inovadores que melhoram a qualidade de vida da população e impulsionam a economia e a geração de emprego e renda no Estado.  

Acesse: www.desenvolvesp.com.br .

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