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Ortopedista, deputado do DEM será ministro da Saúde de Bolsonaro

| FOLHAPRESS

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), médico ortopedista, como futuro ministro da Saúde.O nome é décimo anunciado para o governo e o terceiro do Democratas. "Estamos aqui como soldados para a gente saber qual o melhor caminho para enfrentar a batalha", disse pouco depois de ter sido confirmado.O nome de Mandetta foi defendido por pessoas próximas a Bolsonaro, como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado. O Painel, da Folha, já havia adiantado que o anúncio poderia ocorrer nesta terça (20).Ortopedista com foco em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed.Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Ele não se candidatou para concorrer novamente neste ano.Durante a campanha, Mandetta deu dicas para Bolsonaro. Foi dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes.Questionado nesta terça-feira (20) sobre medidas que pretende adotar no ministério, ele defendeu a criação de uma carreira de Estado para levar médicos a locais onde há maior carência de profissionais. A proposta também consta no plano de governo de Bolsonaro.Ex-diretor da Unimed em Campo Grande, Mandetta defendeu um debate sobre mudanças no setor de saúde suplementar, mas afirmou que propostas como a do plano de saúde popular, defendidas pela gestão de Michel Temer (MDB), não são solução."Obviamente que esse setor não pode ser tratado simplesmente abrindo um plano popular. Vamos ter que abrir várias caixinhas e fazer um debate com a ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]", disse.O congressista afirmou que a nova gestão "vai ter que discutir as bases" da saúde e deve rever pontos do Mais Médicos. Ele classificou a iniciativa como uma improvisação e um acordo não entre dois países, mas entre Cuba e o PT."[A saída dos médicos] era um dos riscos de se fazer um convênio, terceirizando mão de obra tão essencial. Os critérios à época me parecem que eram muito mais um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil", afirmou.Questionado se, em sua gestão, exigirá que todos os profissionais se submetam ao Revalida -exame que permite a profissionais formados no exterior atuar no Brasil -- Mandetta afirmou que "há possibilidade de se fazer avaliação em serviço" para garantir a continuidade do atendimento.

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