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Cotidiano

Marcola e outros 21 integrantes do PCC são transferidos para presídios federais

O destino ainda não foi revelado, mas estipula-se que seja Brasília

| FOLHAPRESS

O governo de São Paulo transfere na manhã desta quarta-feira (13) o homem apontado como chefe máximo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC_, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, para um presídio federal. O destino ainda não foi revelado, mas estipula-se que seja Brasília. Além dele, estão sendo transferidos em forte esquema de segurança outros 21 membros da facção, parte também integrante da cúpula.   

Os detentos saíram do aeroporto de Presidente Prudente, a 580 km da capital paulista, para essa transferência. Eles também serão transferidos para presídios de Porto Velho (RO) e Mossoró (RN). Sete desses presos tiveram a transferência definida no ano passado por conta de envolvimento em crimes investigados na operação Echelon, entre eles ordem para ataques a agentes públicos e assassinatos de rivais. O ACidadeON apurou que um alerta já foi enviado às forças de segurança para redobrar a atenção. O mesmo teria sido pedido aos agentes penitenciários.  
  
Marcola virou 'chefão do PCC' após banho de sangue e delação de armas em Araraquara

Já Marcola está sendo transferido por conta da descoberta em 2018 de um plano de fuga que utilizaria até um exército de mercenários para o resgate dele e de parte da cúpula da facção. A Justiça de São Paulo ficou ainda mais pressionada a determinar a transferência depois que, no final do ano, duas mulheres foram presas com suposta carta com ordem do chefão do PCC para matar o promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo pedido de transferência.

A transferência de Marcola provocou um racha nos meses do governo Márcio França (PSB) entre integrantes da cúpula que defendiam a transferência de Marcola e outros que temiam represália por parte dos criminosos se essa transferência fosse concretizada, a exemplo do que ocorreu em maio de 2006, quando forças de segurança foram atacadas em represália à transferência de 765 presos para Presidente Venceslau.

Mais de 300 ataques da facção a prédios públicos na época deixaram 59 agentes de segurança mortos em cinco dias. O saldo de mortes aumentaria nos dez dias que se seguiram, quando grupos de homens encapuzados saíram às ruas para vingar as mortes de policiais. Foram 505 civis mortos. Ao mesmo tempo que ocorre a transferência, a Polícia Militar realiza em todo o estado uma operação com 21.934 policiais.


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