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Megaoperação prende 170 suspeitos de integrar facções criminosas em MG

Operação O Regresso MG facções

| Estadao Conteudo

O Ministério Público (MP) de Minas Gerais, em parceria com as policiais civil e militar, cumpriu mais de 170 mandados de prisão em todo o Estado na manhã desta terça-feira, 3. Batizada "O Regresso", a megaoperação mira suspeitos de integrar facções criminosas que estavam foragidos da Justiça ou haviam fugido do sistema prisional mineiro.

Segundo o promotor de justiça e coordenador do Centro de Apoio das Promotorias Criminais do Ministério Público Henrique Nogueira Macedo, os setores de inteligência das duas polícias realizam trabalhos de monitoramento, identificação e localização dos suspeitos em todas as 19 regiões integradas de segurança pública do Estado. As investigações começaram em abril e tinham como prioridade levar à prisão alvos envolvidos em crimes graves e que continuavam atuando em Minas Gerais.

"Tivemos o cuidado de selecionar crimes graves, então a maior parte deles são de homicídios e latrocínios", disse Macedo. "Depois, seguimos o critério de atualidade a partir de informes das policiais civil e militar que informavam que os alvos ainda se dedicavam à prática criminosa."

Até o fim da manhã, a Polícia Civil informa que foram cumpridos 174 mandados de prisão em todo o Estado - a maioria por crimes de homicídio, roubo, latrocínio, tráfico de drogas e associação criminosa. A operação "O Regresso" também mira alvos que já tiveram passagens pelo sistema prisional mineiro. O balanço de reincidentes, no entanto, ainda não foi divulgado pelo Ministério Público.

Segundo Macedo, o trabalho de monitoramento de suspeitos continuará a ser realizada pelas forças de segurança pública. "Hoje não é o único dia da operação. Outros alvos continuam a ser monitorados e a operação seguirá em andamento com as polícias militar e civil", disse.

Prisões

O Ministério Público informou que a maioria das prisões cumpridas nesta terça são preventivas por se tratar de mandados de recaptura. Há também casos de prisões temporárias e por condenação criminal. Alguns suspeitos foram detidos em flagrante durante o cumprimento dos mandados.

"Não se trata do cumprimento de prisões por pensão alimentícia. Se tratam de alvos contumazes na prática de crimes violentos", disse o Superintendente de Investigação e Polícia Judiciária Carlos Capristano, da Polícia Civil.

Devido ao grande número de detidos, a Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap) foi notificada. Apesar do Estado enfrentar problemas de superlotação em alguns presídios, o Ministério Público garantiu que a transferência dos detentos não enfrentará problemas. "Adotamos todas as medidas para que essa população ingresse sem maiores transtornos dentro do sistema prisional", disse Macedo.

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