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Com lockdown em 35 municípios, Tocantins confisca 70% das UTIs privadas

| FOLHAPRESS

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - No mesmo dia em que decretou lockdown em 35 cidades do estado, com o objetivo de conter o avanço do novo coronavírus, nesta sexta-feira (15), o governo de Tocantins requisitou administrativamente 70% dos leitos de UTI da rede privada do estado.Até então, a medida atingiu oito hospitais particulares das três maiores cidades do estado: Palmas, Araguaína e Gurupi. Não há informação de quantos leitos foram obtidos nas unidades.Com o confisco, os servidores públicos têm acesso livre às dependências dos hospitais privados. A polícia poderá agir caso a unidade crie empecilhos para o trabalho. O confisco vale para leitos de UTI equipados, estejam eles ocupados ou não.Apesar de ter baixa incidência da Covid-19 em comparação com outros estados, o governo de Tocantins alega dificuldades para expandir a oferta de UTIs na rede pública "devido a indisponibilidade no mercado de equipamentos necessários" e montagem em curto prazo.Ainda de acordo com o governo, 93% da tocantinenses dependem unicamente do SUS e o índice de isolamento social da população está em torno de 30%, muito abaixo do recomendado para conter a transmissão do vírus.Há 1.496 casos confirmados do novo coronavírus e 32 mortes causadas pela Covid-19 em Tocantins. Segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (18), 19 UTIs públicas estão ocupadas. Até a última semana, o estado contava com 54 UTIs exclusivas para atender pacientes da doença - com capacidade de implantação de mais 50 leitos do tipo.A partir de sábado (16), 35 cidades do estado estão em lockdown, ou seja, com suspensão de todas as atividades consideradas não essenciais e proibição de circulação de pessoas. A medida vale até o próximo sábado (23). A capital Palmas não foi atingida.Para tentar conter o avanço da doença, o governo determinou ainda a desinfecção de mais de 20 cidades e o aumento da fiscalização de decretos relativos à pandemia.

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