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Atiradores de Suzano agiram no intervalo de aulas para ter mais vítimas, diz polícia

O governador João Doria (PSDB), acompanhado por uma comitiva de secretários, esteve na Raul Brasil na manhã desta quarta

| FOLHAPRESS

Luiz Henrique de Castro e Guilherme Taucci Monteiro (em foto antiga)
Os atiradores responsáveis pelo massacre na Escola Estadual Raul Brasil escolheram o horário do intervalo das aulas para fazer o maior número possível de vítimas, segundo as primeiras investigações do crime que chocou Suzano, cidade da Grande São Paulo. Antes de invadir o colégio nesta quarta-feira (12), a dupla baleou o proprietário de um lava-jato localizado nas imediações do Jardim Imperador, bairro onde está a escola alvo do atentado. O proprietário do lava-jato passa por cirurgia na Santa Casa de Misericórdia da cidade e seu estado de saúde ainda é desconhecido.  

Na sequência, os atiradores seguiram para o colégio. Na entrada, tiveram acesso fácil ao interior da escola por volta das 9h30. Encapuzados, fizeram uma sequência de disparos. A coordenadora pedagógica e mais uma funcionária foram as primeiras baleadas. Elas morreram na hora. Na sequência, os suspeitos balearam mais quatro estudantes, que também morreram no local. Outros dois baleados morreram depois de serem atendidos no hospital. A cena de terror termina quando finalmente os atiradores se matam no corredor do colégio.  

Os alunos que sobreviveram ao massacre saíram correndo e se abrigaram nas casas e no comércio localizados no entorno do colégio. A moradora Juliana Romera, 40, foi uma das que abriu a própria casa para abrigar seis alunos. "Eles choravam e tremiam muito. Dei água com açúcar e pedi para eles ligarem para os pais", disse.  

Segundo o coronel da PM de São Paulo, Marcelo Salles, os atiradores portavam um revólver calibre 38, carregadores e uma besta, uma arma medieval que dispara flechas. Os suspeitos, segundo Salles, têm entre 20 e 25 anos e não foram identificados. Anteriormente, a polícia chegou a dizer que eles seriam ex-alunos do colégio.  

O governador João Doria (PSDB), acompanhado por uma comitiva de secretários, esteve na Raul Brasil na manhã desta quarta. Muito abalado, Doria disse em coletiva à imprensa que a cena que viu "é a mais triste de sua vida". "Fico muito triste que um fato como esse tenha acontecido em São Paulo e no Brasil." Doria informou que o governo do Estado vai prestar toda assistência às vítimas e aos seus familiares. A escola Raul Brasil ainda permanece isolada porque os suspeitos deixaram no local artefatos que aparentam ser bombas.

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