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Aulas só voltam em setembro se estado estiver 100% na fase amarela

Plano anunciado pelo governo vale para escolas estaduais, municipais e universidades e como "recomendação" para particulares

| Folhapress

Escolas já têm plano para retomada (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

As aulas devem retornar no São Paulo, com rodízio entre os estudantes, no próximo dia 8 de setembro, mas apenas se todo o estado se mantiver por 28 dias (quatro semanas) na fase amarela (a terceira) do plano de reabertura da economia paulista

A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância. Desde abril, o governo do estado tem feito aulas remotas para os estudantes da rede estadual parte dessas atividades continuará sendo feita com o uso de tecnologia no segundo semestre.

Segundo o governador João Doria, (PSDB), o plano de volta às aulas engloba de creches a universidades, da rede estadual e municipal, e também serve como recomendação às entidades privadas.

Na primeira etapa da retomada das aulas, as atividades voltam com 35% dos estudantes. Depois 70% até chegar à 100%. Os protocolos englobam distanciamento entre os alunos, monitoramento das condições de saúde e protocolos de higienização dos ambientes escolares.

Como condição para o início das aulas com 35% dos alunos, o governo do estado estabeleceu que o município deverá estar na fase 3 de flexibilização da quarentena. Para avançar para 75% de alunos presenciais, apenas quando a cidade estiver na fase 4.

Segundo o secretário de educação do estado, Rosieli Soares, a suspensão das aulas presenciais (que começou em março) por conta da pandemia do coronavírus atingiu 13,3 milhões de estudantes e 1 milhão de profissionais da educação.

"Desde que se preserve algo que é uma regra de ouro, o distanciamento de 1,5 metros, poderá voltar na primeira etapa até 35%. É um percentual que conseguimos cumprir os protocolos, conseguimos fazer um atendimento educacional importante e também processos pedagógicos de preparação", explicou Soares.

O secretário de educação afirmou que levará até três anos para recuperar a defasagem na aprendizagem durante o período de suspensão das aulas em São Paulo. "No surto de H1N1, as aulas ficaram paradas por 15 dias e isso teve um impacto significativo no aprendizado dos alunos, com queda de 4 pontos nas avaliações. Por isso, o nosso planejamento de recuperação agora vai até o fim de 2022", disse.

A educação complementar terá regras específicas, segundo ele, de acordo com o Plano São Paulo de afrouxamento da quarentena em São Paulo.

Segundo o governo, será necessária ter todas as diretorias regionais de saúde do estado na fase amarela (a terceira) da reabertura da economia por 28 dias para que a retomada das aulas comecem. Não haverá retorno localizado no caso da educação, uma vez que o setor causa grande deslocamento de pessoas entre as diferentes regiões do estado.

Para a segunda fase do retorno, 60% das regiões precisa estar na etapa verde da flexibilização da quarentena por mais 14 dias e, para a última etapa da retomada das escolas, 80% das regiões precisam se estar nessa situação.

"Se uma região porventura regredir [...], nós vamos tratar a exceção naquela região, mantendo o estado aberto", afirmou Soares.

Segundo as diretrizes do governo,serão proibidas feiras, palestras, seminários, competições, campeonatos esportivos, comemorações ou assembleias.

Será obrigatório o uso de máscaras, que serão distribuídas pelo governo, tanto dentro do estabelecimento de ensino, mas também nas vans escolares. Não será permitido o uso dos bebedouros compartilhados, e serão disponibilizado canecas e garrafas para estudantes e funcionários.

Evidentemente, quem apresentar sintomas, será afastado das atividades.

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