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Curadoria Hilst
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    Memórias das Passagens de Olga Savary pela Casa do Sol

    Olga conta um pouco sobre Olga Savary, que nos deixou no dia 15 de maio de 2020, poucos dias antes de completar 87 anos

    | ACidade ON

     

    A artista plástica Olga Bilenky, artista residente da Casa do Sol desde a década de 70, faz um diário pessoal da quarentena na Casa, entre livros, pinturas, cães e muitas memórias.

    Neste episódio, Olga lembra de sua xará, Olga Savary, que nos deixou no dia 15 de maio de 2020, poucos dias antes de completar 87 anos. Savary esteve pela primeira vez na Casa do Sol no começo de 1980 para uma 'visitinha', mas acabou ficando por 1 mês. Sob a inspiração da Casa escreveu "Magma", um dos ícones da poesia erótica, que foi editado em 1982 por Massao Ohno, artista da criação de livros que são em si verdadeiras obras de arte também.

    A amizade entre as duas poetas não ficou apenas na poesia erótica de ambas e Olga foi uma frequentadora da Casa. Nossa artista residente, Olga Bilenky, nos conta algumas histórias interessantes dessas visitas.  

    Olga nasceu em Belém, no Pará, em 1933. Em 1942, os pais de Olga se separaram e ela foi para o Rio de Janeiro. Aos onze anos passa a redigir um jornalzinho, incentivada por um vizinho. Correspondente de diversos periódicos no Brasil e no exterior, organizou várias antologias de poesia, e foi grande tradutora de autores importantes para o português, em especial alguns mestres japoneses do haicai - Bashô, Bason e Issa. Sua obra também está presente em diversas antologias brasileiras e internacionais, como a Antologia de Poesia da América Latina, editada nos Países Baixos, em 1994, com 18 poetas inclusive dois prêmios Nobel: Pablo Neruda e Octavio Paz.

    No finalzinho do filme, enquanto Cristiane Grando lia o poema "Alta Onda", que Savary escreveu para Carlos Drummond de Andrade, o fogo da lareira da Casa do Sol reacendeu! Uma visitinha de Olga Savary? 




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