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Curadoria Hilst

Pílula Poética de Hilda Hilst nº 122 - Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé

A professora de língua inglesa Mariana Otoni Augusto interpreta poema da série "Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé"

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Nesta edição das #PílulasPoéticas, a estudante de Letras, Língua Portuguesa e Literaturas, Fernanda Mendonça, interpreta poema da série "Cantares do sem-nome e de partidas", publicado em 1995 - o último livro de poesia de Hilda Hilst.

"Conta-se que havia na China uma mulher
belíssima que enlouquecia de amor todos
os homens. Mas certa vez caiu nas
profundezas de um lago e assustou os peixes."

Tenho meditado e sofrido
Irmanada com esse corpo
E seu aquático jazigo

Pensando
Que se a mim não deram
Esplêndida beleza
Deram-me a garganta
Esplandecida: a palavra de ouro
A canção imantada
O sumarento gozo de cantar
Iluminada, ungida.
E te assustas do meu canto.
Tendo-me a mim
Preexistida e exata
Apenas tu, Dionísio, é que recusas
Ariana suspensa nas tuas águas.


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