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IBGE: indústria abre 104 mil vagas no trimestre até maio ante o tri até fevereiro

IBGE Pnad Contínua trimestre maio massa de salários

| Estadao Conteudo

A indústria criou 104 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em maio deste ano, o equivalente a um aumento de 0,9% no total de ocupados no setor em relação ao trimestre terminado em fevereiro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outros setores que contrataram no período foram administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde, com 423 mil admissões; outros serviços, com 16 mil vagas a mais; alojamento e alimentação, com 23 mil empregados a mais; e transporte, armazenagem e correio, com abertura de 72 mil vagas.

Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, o aumento nas contratações na atividade de administração pública, educação e saúde é um movimento característico dessa época do ano.

"Na administração pública, há um aumento na ocupação que já vinha acontecendo, é sazonal. Todo ano a gente vê queda de ocupados no fim do ano nas prefeituras, por causa de ajuste de contas, e depois começa a aumentar de novo", explicou Azeredo.

Na direção oposta, entre o trimestre encerrado em fevereiro e o trimestre terminado em maio, houve demissões na construção, com 81 mil empregados a menos; comércio, menos 265 mil trabalhadores; informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, menos 209 mil pessoas; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 112 mil vagas a menos; e serviços domésticos, com menos 188 mil pessoas.

O coordenador do IBGE acredita que a redução no contingente de empregados com carteira assinada no setor privado possa estar influenciando negativamente o consumo das famílias, inclusive os gastos com empregados domésticos.

"O emprego doméstico não é uma forma de inserção favorável, é efeito colateral de uma economia desajustada, vem na esteira da informalidade", ressaltou Azeredo. "São coisas que você pode abrir mão. Quem paga trabalhador doméstico é a pessoa física", completou.

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