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Economia

Guedes se reúne com ministro da Fazenda e presidentes do Senado e da Câmara

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O futuro ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, se reuniu na noite desta terça-feira (13) com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. A conversa, na residência oficial do Senado, durou três horas. Foram discutidas com a equipe do novo governo duas medidas provisórias na área da economia que a gestão Michel Temer (MDB) pretende encaminhar ao Congresso ainda neste ano. Eunício não quis antecipar o conteúdo das medidas provisórias, que segundo ele devem ser publicadas em Diário Oficial na quarta (14) ou na quinta-feira (15), mas foram antecipadas à equipe da transição de Bolsonaro. "Não sei o conteúdo. Eu disse para ele que receberia as medidas provisórias. Obviamente caberá ao Congresso a decisão. Como a medida provisória tem 60 dias, mais 60 dias para ser renovada, então ainda me cabe fazer a renovação se for o caso. Ficou acertado que ele mandaria essas duas medidas provisórias da área econômica", afirmou. O encontro, segundo o presidente do Senado, foi solicitado por Guardia."Eu disse que precisava ouvir o governo que vai se instalar no Brasil a partir do dia 1° de janeiro", afirmou o emedebista. Eunício disse que a conversa foi "extremamente amena" e que se colocou à disposição do novo governo. Também contou que se identificou com Paulo Guedes, que descreveu como "afável": "Ele é um liberal, pensa de forma bastante parecida com o que eu penso do ponto de vista que estados e municípios têm que ter redistribuição do pacto federativo", comentou. Após a reunião, o presidente do Senado disse a aliados que gostou da conversa com Guedes. Achou o futuro ministro lúcido e um "liberal convicto", segundo palavras do senador. Na avaliação do emedebista, Guedes ainda precisa, no entanto, de mais traquejo político. Mostrando-se disposto a colaborar com o governo, Eunício afirmou que falou sobre reforma da Previdência com Guedes e Guardia. "Falamos um pouco sobre a reforma da Previdência. Eu disse: se o governador do estado do Rio do Janeiro, com o presidente da República, levantarem a chamada intervenção [de tropas federais no Rio], eu no dia seguinte farei a suspensão do ato que proíbe, baseado na Constituição, levantarei esse ato que é da minha autoria para tirar qualquer empecilho de qualquer mudança da Constituição. Seja da Previdência ou qualquer outra medida, estarão automaticamente liberadas", afirmou. O presidente do Senado afirmou, no entanto, que não levou a sugestão de suspensão da intervenção a Michel Temer.

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