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Economia

Com despesas de câmbio, lucro do BNDES cai para R$ 1,6 bilhão

| FOLHAPRESS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou lucro de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre. O resultado representa uma queda de 13,6% com relação ao verificado no mesmo período do ano anterior. A causa da baixa se deve principalmente por maiores despesas na captação em moeda estrangeira. É o último balanço divulgado pelo BNDES na gestão Dyogo Oliveira. O resultado fechado do ano já será apresentado por Joaquim Levy, nomeado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para comandar a instituição. Na divulgação desta quarta (14), o diretor de Estratégia e Transformação Digital do banco, Ricardo Ramos, disse esperar aderência entre a visão de Levy e as mudanças em curso no BNDES desde a gestão Maria Sílvia Bastos Marques, nomeada pelo governo Michel Temer em 2016. "Pelo que consigo depreender das informações sobre o novo presidente, creio que está completamente aderente com o que estamos fazendo aqui, ao planejamento estratégico do banco, que tem entre suas vertentes infraestrutura, desestatização e pequenas e médias empresas", disse Ramos. Apesar da queda no trimestre, o BNDES acumula em 2018 lucro de R$ 6,3 bilhões, 297% a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior e já maior do que o lucro anual de anos anteriores. "Fizemos o resultado de um ano em nove meses", afirmou o diretor do banco. O lucro anual foi impulsionado pelo desempenho das operações de participações societárias do banco, que acumula resultado positivo de R$ 5,7 bilhões neste ano com venda de ações e receitas com dividendos pagos pelas empresas nas quais o banco é sócio. Com a venda, entre outras, de ações da Petrobras, Eletropaulo e Vale, o resultado de alienações de investimentos do banco cresceu 119,5% com relação aos nove primeiros meses de 2017.

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