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Economia

30 anos depois, Collor pede perdão pelo confisco da poupança

O Plano Collor limitou os saques a 50 mil cruzeiros, moeda que substituiu o cruzado novo

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O ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (Foto: Andre Coelho/Folhapress)
 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais de 30 anos depois, o ex-presidente Fernando Collor de Mello pediu desculpas, nesta segunda-feira (18), pelo confisco de parte do saldo de cadernetas de poupança e contas-correntes em março de 1990. Em uma sequência de publicações na rede social Twitter, Collor afirmou que a decisão -que classificou como dificílima - foi tomada na tentativa de conter a hiperinflação de 80% ao mês. 

"Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome", disse o ex-presidente, hoje senador por Alagoas. "Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo", escreveu. 

O Plano Collor limitou os saques a 50 mil cruzeiros, moeda que substituiu o cruzado novo. A promessa do governo à época era controlar a inflação e desbloquear o dinheiro um ano e meio depois. O controle da inflação só veio em 1994, com o Plano Real. 

As perdas dos poupadores com o Plano Collor até hoje é discutida na Justiça. Nas publicações feitas nesta segunda, Collor disse ter acreditado que "medidas radicais eram o caminho certo." O ex-presidente reforçou sua presença digital recentemente no Twitter. Tem interagido com seguidores e dado resposta bem-humaradas; já fez cometários sobre o reality show Big Brother Brasil e agradeceu a elogios a sua aparência na época em que ocupou o Planalto.