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Dívida pública federal fecha maio em R$ 3,716 trilhões, alta de 1,59%

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| Estadao Conteudo

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,59% em maio, quando atingiu R$ 3,716 trilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Tesouro Nacional. Em abril, o estoque estava em R$ 3,658 trilhões.

O estoque da DPF aumentou tanto pela apropriação de juros, que somou R$ 38,61 bilhões, quanto pela emissão líquida, no valor de R$ 19,85 bilhões em maio. Ao todo, houve emissão de R$ 35,335 bilhões em títulos, enquanto os resgates somaram R$ 15,487 bilhões no mês passado.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,40% e fechou o mês passado em R$ 3,573 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 6,62% maior, somando R$ 142,97 bilhões no quinto mês do ano.

Estrangeiros

Os estrangeiros diminuíram sua participação entre os detentores de títulos do Tesouro Nacional em maio. O porcentual dos investidores não residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 12,28% em abril para 11,96% no mês passado, somando R$ 427,36 bilhões, segundo os dados do Tesouro Nacional.

Ao contrário de meses anteriores, em que os estrangeiros detinham menor participação mesmo comprando mais papéis, em maio os não residentes diminuíram a posição comprada em títulos do Tesouro. Esses detentores tinham R$ 432,70 bilhões em títulos em abril, portanto mais do que o apurado no mês passado.

O grupo Fundos de Investimento segue como o maior detentor de papéis do Tesouro, mesmo com a participação passando de 27,29% em abril para 26,93% no mês passado. Esse grupo tem nas mãos R$ 962,51 bilhões em títulos da dívida interna.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve elevação de 21,76% em abril para 22,38% em maio. Já o grupo Previdência aumentou sua fatia na dívida de 24,88% para 24,97%. As seguradoras, por sua vez, tiveram recuo na participação de 3,90% para 3,86% na mesma base de comparação.

Prefixada

A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) subiu de 34,44% em abril para 34,67% em maio. Já os papéis atrelados à Selic diminuíram a fatia de 32,03% para 32,00% na mesma base de comparação.

Os títulos remunerados pela inflação caíram de 29,73% do estoque da DPF em abril para 29,32% em maio. Os papéis atrelados ao câmbio, por sua vez, elevaram a participação na DPF de 3,80% para 4,01% no mesmo período.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2018 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela Selic devem ficar entre 31% a 35%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta também é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

12 meses

Em um mês marcado por leilões extraordinários de títulos do Tesouro Nacional, a parcela da Dívida Pública Federal (DPF) a vencer em 12 meses subiu de 18,26% em abril para 20,28% em maio. Já o prazo médio da dívida caiu de 4,28 anos em abril para 4,21 anos no mês passado.

O custo médio das emissões em oferta pública, por sua vez, recuou de 8,68% ao ano em abril para 8,49% ao ano em maio. Já o custo médio acumulado em 12 meses do estoque da DPF passou de 9,89% ao ano para 10,04% ao ano na mesma base de comparação.

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