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Economia

Começa o leilão de empreendimentos de transmissão na sede da B3

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| Estadao Conteudo

Começou no período da tarde desta quinta-feira, 28, o leilão de empreendimentos de transmissão, na sede da B3, em São Paulo. O leilão de empreendimentos de transmissão que se realizará em instantes na B3 possui 47 empresas e consórcios inscritos e que devem disputar um ou mais dos 20 lotes ofertados.

Serão ofertados e 44 empreendimentos - 21 linhas de transmissão e 23 subestações, que somam 2.560 quilômetros de linhas de transmissão e 12.230 mega-volt-amperes (MVA) em capacidade de subestações - divididos em 20 lotes, localizados em 16 Estados ( Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins).

Os novos empreendimentos exigirão investimentos da ordem de R$ 6 bilhões em até cinco anos e devem gerar 13,6 mil empregos diretos, segundo projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 63 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão.

Os empreendimentos têm Receita Anual Permitida de referência (RAP máxima), a ser paga aos empreendedores, que soma aproximadamente R$ 1,0 bilhão. Com contratos com prazo de vigência de 30 anos, as receitas durante a vigência contratual podem alcançar o montante de R$ 25,7 bilhões.

A expectativa é de forte disputa pelos ativos, com a participação dos principais players do segmento - Alupar, Isa Cteep e Taesa - e também outras companhias do setor que têm buscado oportunidades no segmento, como CPFL, Copel, EDP Energias do Brasil, Energisa, Engie e Equatorial, além de competidores financeiros e internacionais, como chineses e indianos.

Agentes do setor esperam forte competição, mas avaliam que o aumento da percepção de risco pode levar a descontos menores em relação à RAP máxima, com os concorrentes mais atentos à disciplina de capital.

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