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Economia

Leite Lopes vai girar R$ 1,4 bilhão por ano

Movimentação na economia local é prevista com a internacionalização do aeroporto

| Jornal A Cidade

Milena Aurea / A Cidade
A Gnatus, que usa o terminal de Guarulhos, prevê menos custos e mais agilidade com a internacionalização do aeroporto Leite Lopes (Milena Aurea / A Cidade)

A internacionalização do Aeroporto Leite Lopes vai movimentar pelo menos R$ 1,4 bilhão por ano na economia de Ribeirão Preto por conta da captação de cargas exportadas e importadas pelo terminal.
Além de expandir e atrair novos negócios, o terminal internacional de cargas também vai gerar mais empregos e arrecadação de impostos para a cidade e a região.

A conta do peso que o terminal internacional de cargas terá no comércio exterior local foi feita pela regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e teve como base todo o volume recebido e mandado para fora do País no ano passado, de R$ 57 bilhões.

“A nossa avaliação é que assim que for feita a internacionalização, no prazo de até seis anos o aeroporto de Ribeirão vai captar 2% desse volume”, diz o gerente regional da entidade, Eduardo Molina.
Segundo o diretor regional do Ciesp, Guilherme Feitosa, a estimativa é conservadora e a tendência é de uma movimentação financeira bem superior porque com um aeroporto internacional Ribeirão vai se tornar polo de desenvolvimento econômico.

“A região será uma fomentadora de oportunidades e negócios”, diz.

Exemplos

Para a Olidef, indústria de equipamentos hospitalares, que exporta para cerca de 40 países, o terminal internacional de cargas em Ribeirão significa diminuição de custos e maior volume de vendas. “A facilidade para as trocas comerciais vão aumentar e o fluxo comercial vai aumentar”, diz André Ali Mere, presidente da empresa que hoje vende seus produtos pelo Aeroporto de Viracopos e o Porto de Santos.

A empresa Gnatus, de equipamentos odontológicos, que hoje depende muito do aeroporto de Guarulhos, enxerga na internacionalização do Leite Lopes a diminuição de custos e de prazos de entrega. “Teremos maior competitividade em nossos preços e sem dúvida alguma o Aeroporto Internacional de Cargas em Ribeirão contribuirá positivamente”, diz Antonio Carlos Caldas, gerente regional de Vendas Internacionais da empresa.

Na dependência de obras 

A internacionalização do terminal de cargas do Leite Lopes foi garantida por conta de um convênio firmado no ano passado entre o Estado e a Prefeitura Municipal, mas ainda depende de obras para implantação.

Para o economista Josmar Cappa, especialista em desenvolvimento regional e diretor executivo do Escritório de Negócios Aeroportuários, o terminal internacional não pode ser visto de forma isolada.

“Essa requalificação do aeroporto tem de ser vista como parte do desenvolvimento da cidade. Será preciso desenvolver um conjunto de políticas públicas para melhorar acessos, a logística e ainda qualificar profissionais”, diz.

Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social, a prefeitura se empenha para garantir que não haja atraso no processo de internacionalização. A última medida foi oficializar ao Governo do Estado que tome as providências necessárias quanto às melhorias estruturais, indenizações e desapropriações no entorno do aeroporto. 

“Até terça-feira, dia 5, o Governo Municipal e a CDHU, terminam a transferência das famílias localizadas na curva de ruído.”

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