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ACidade ONEconomiaCom mistura do etanol em pauta, órgão decisório foi extinto

Com mistura do etanol em pauta, órgão decisório foi extinto

Com mistura do etanol em pauta, órgão decisório foi extinto

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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro retoma o discurso de reduzir a mistura de etanol à gasolina para aliviar os preços do derivado do petróleo, o órgão responsável por decidir sobre o assunto foi extinto há dois anos. O que agora tem essa função está incompleto e sem um terço das vagas de membros designados. A mistura do combustível renovável ao fóssil está em 27% desde 2015, mas Bolsonaro, na cruzada de ideias sem efeito pela redução no preço da gasolina, sugeriu, há quase duas semanas, a redução nesse patamar para até 18%, piso mínimo permitido por lei.

A decisão caberia ao Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), cujo objetivo era discutir políticas do setor sucroalcooleiro, mas acabou em 2019 após decreto assinado por Bolsonaro extinguir vários colegiados para readequá-los à nova estrutura administrativa. Enquanto existiu, o Cima era comandado pelo Ministério da Agricultura e tinha como partes os ministérios das Minas e Energia, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Esses dois últimos foram fundidos na criação do Ministério da Economia.

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Hoje, cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) assessorar o presidente sobre o assunto – embora Bolsonaro possa aprovar ou não as suas recomendações. O CNPE tem, como membros efetivos, dez ministros e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No entanto, entre os membros designados – grupo composto por dois representantes dos Estados e do Distrito Federal, dois da sociedade civil e dois da universidade -, duas das seis cadeiras estão vagas: uma para um representante da sociedade civil e outra para representante da universidade brasileira.

As outras quatro vagas ocupadas são dos representantes dos Estados e do Distrito Federal, Adão Linhares Muniz e Luiz Henrique Viana; da universidade, o cientista Renato Machado Cotta; e, da sociedade civil, o geólogo John Milne Albuquerque Forman. Ele recusou o convite para integrar o Conselho de Administração da Petrobras em janeiro de 2019 porque tinha processos de manipulação de mercados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O MME não respondeu, até o fechamento desta reportagem, a perguntas sobre os assentos sem ocupantes no CNPE.

Fontes com conhecimento da situação afirmaram que os assentos podem estar vagos pela burocracia envolvida nesse tipo de indicação, e não necessariamente por uma tentativa de sucateamento. Com os dez ministros no CNPE, o governo tem maioria, independentemente dessas duas cadeiras.

Em transmissão pela internet em 23 de setembro, Bolsonaro afirmou que a redução do porcentual de etanol na gasolina seria uma forma de reduzir o preço deste combustível, mas que usineiros iriam “chiar”. “A gasolina custa em média R$ 2 na refinaria, aumenta de preço porque é adicionado etanol. Etanol encarece gasolina na origem”, disse o presidente.

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