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ACidade ONEconomiaEm encontro com Mourão, empresários da construção defendem novo licenciamento ambiental

Em encontro com Mourão, empresários da construção defendem novo licenciamento ambiental

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Empresários ligados à construção civil em São Paulo defenderam nesta quarta-feira (19), durante reunião com o vice-presidente Hamilton Mourão, a aprovação da Lei Geral de Licenciamento Ambiental.

O encontro, que incluiu um almoço, foi realizado na sede do Secovi-SP (sindicato da habitação), na capital paulista. Cerca de 20 empresários participaram da reunião com Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal.

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O texto-base da lei que altera regras para licenças ambientais foi aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados e agora será analisado no Senado. O projeto é considerado um novo marco legal para o licenciamento de obras.

Por prever a dispensa automática para vários tipos de empreendimentos, a proposta é também alvo de críticas, que veem no dispositivo uma fragilização das regras ambientais.

“Estamos muito preocupados com alguns temas, como a tramitação da lei geral de licenciamento. Entendemos que é uma lei que é importante para disciplinar o regramento do setor. Ela não flexibiliza nada, dá uma espécie de ordenação dos critérios apenas. Nossa preocupação foi entender o posicionamento do governo”, diz Basílio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Mourão já disse que a proposta aprovada na Câmara apenas reduz a burocracia das licenças ambientais e que não considera a mudança um afrouxamento das regras.

O texto aprovado na Câmara prevê a dispensa de licenciamento para obras de serviço público de distribuição de energia elétrica com baixa tensão, desde que não haja supressão de vegetação nativa.

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Também estão na lista de dispensas obras emergenciais de infraestrutura, estações de tratamento de água e de esgoto, usinas de triagem de resíduos sólidos, usinas de reciclagem de resíduos da construção civil, além de pecuária extensiva, semi-intensiva e intensiva de pequeno porte e cultivos agrícolas.

Para Jafet, a nova lei está sendo mal interpretada pela imprensa e por críticos.

Durante o almoço nesta quarta, os empresários também discutiram com o vice-presidente a necessidade de melhorar a imagem do Brasil quanto às “questões ambientais” e viabilizar o desbloqueio do bilionário Fundo Amazônia —Noruega e Alemanha cortaram os repasses devido ao aumento do desmatamento da floresta.

Jafet afirma que o fato de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ser alvo de operação da Polícia Federal “não ajuda na melhora da imagem do Brasil” em relação a esforços por políticas sustentáveis de manejo ambiental.

Os empresários que participaram do almoço ouviram de Mourão que não está descartada a possibilidade de colocar o Exército para auxiliar no cumprimento da legislação.

A avaliação dos empresários é de que a iniciativa privada precisa se aliar ao governo federal para evitar a fuga de investimentos, uma vez que a pauta ambiental aparece cada vez mais como diferencial na decisão de empresas e países.

Em abril, Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e empresas privadas lançaram uma coalizão bilionária contra o desmatamento de florestas nativas.

“É difícil aceitar que o Brasil perca investimentos para outros países com mais insegurança jurídica do que o nosso”, afirma o presidente do Secovi-SP. Para ele, o fundamental é que a lei seja cumprida.

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