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ACidade ONEconomiaFGV/Emerson Marçal: PIB no 1º trimestre deverá fechar em torno de zero

FGV/Emerson Marçal: PIB no 1º trimestre deverá fechar em torno de zero

FGV/Emerson Marçal: PIB no 1º trimestre deverá fechar em torno de zero

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O professor e coordenador da Graduação em Economia da FGV EESP, Emerson Marçal, previu nesta segunda-feira, 21, durante evento online da instituição sobre os ‘Cenários Macroeconômicos para 2022 e 2023: Guerra na Ucrânia, Corrida Presidencial e Perspectivas Econômicas’ que o PIB brasileiro deverá fechar o primeiro trimestre com crescimento em torno de zero.

Para ele, a guerra entre Rússia e Ucrânia colocou uma incerteza adicional muito forte sobre a economia brasileira que já vinha, muito antes da guerra, vivendo grande volatilidade.

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“O Brasil já não vinha bem antes disso. Já tinha problemas, pressões. Então, ao contrário do resto do mundo, as perspectivas de crescimento do Brasil não são das melhores”, sublinhou o professor da FGV, para quem o PIB este ano deverá crescer torno de 0,5%.

De acordo com ele, quando se olha o cenário do ponto de vista de longo prazo, utilizando modelos macroeconométricos que permitem filtrar a tendência de baixa frequência do PIB, não há nenhum sinal de melhora no dinamismo de longo prazo.

“Se continuar do jeito que está e não acontecer nada de bom daqui para frente, 2023 também não deve ser um ano bom. A gente deverá andar de lado”, disse emendando que a pressão inflacionária continua e que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, terá de escrever outra carta justificando outro estouro do teto da meta inflacionária. O professor acredita que o IPCA deva fechar o ano mostrando uma inflação de 7% a 7,5%.

Isso, de acordo com o professor, será “chato” porque no segundo ano em que o BC tem independência de fato serão duas cartas que ele vai ter de assinar.

Sobre o câmbio estar apreciando, Marçal disse que sua surpresa é pelo fato de ele não ter tido esse movimento antes.

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“Eu acho que o BC dormiu um pouco no ponto. Ele demorou para começar a subir os juros sendo que todos os sinais de inflação alta já estavam ai e agora está correndo para apagar o incêndio”, disse, acrescentando que agora os juros estão subindo e o câmbio respondendo.

Para o professor, o câmbio é um dos mecanismos que vão ajudar a trazer a inflação de volta à meta.

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