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ACidade ONEconomiaZema sanciona lei para renegociar parte das dívidas de MG com União

Zema sanciona lei para renegociar parte das dívidas de MG com União

Zema sanciona lei para renegociar parte das dívidas de MG com União

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta segunda-feira, 20, que sancionou a lei aprovada pela Assembleia Legislativa para autorizar o Estado a refinanciar cerca de R$ 30 bilhões em dívidas com a União, além de isentar o pagamento de R$ 9 bilhões em juros e multas. A renegociação acontece por meio do artigo 23 da lei complementar 178.

O valor a ser renegociado se refere às dívidas que o Estado deixou de pagar desde junho de 2018 em razão das liminares obtidas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), favoráveis à suspensão dos pagamentos.

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“A lei que sancionamos é uma solução parcial, mas necessária, porque a qualquer momento as liminares obtidas junto ao Supremo Tribunal Federal podem cair, aquelas que suspenderam o pagamento das parcelas da dívida”, disse o governador pela manhã.

Conforme o artigo 23, os R$ 30 bilhões podem ser parcelados em até 30 anos. Para aderir à norma, o Estado precisa, no entanto, desistir das ações judiciais em que solicita a condição de não pagamento junto à União.

Isso significa que, ao aderir ao artigo, Minas Gerais volta a pagar as parcelas da dívida com o governo federal que estavam suspensas. No total, a dívida do Estado com a União é de R$ 141,5 bilhões.

Com isso, segundo Zema, com a renegociação e a retomada do pagamento das parcelas da dívida, o Estado terá que pagar R$ 4,8 bilhões até o fim deste ano e outros R$ 10,9 bilhões em 2023, e o mesmo valor de R$ 10,9 bilhões segue até 2031.

Regime de Recuperação Fiscal

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Zema voltou a defender a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para enfrentar os problemas de caixa no Estado. A pauta tornou-se uma queda de braço entre governo e legislativo.

“Até hoje, por não ter entendido a proposta ou por ter medo de que fosse aprovado se colocado em pauta, o presidente da Assembleia não levou sequer o projeto a plenário para votação. Os deputados de Minas nem mesmo tiveram a chance de opinar”, criticou.

Segundo o governador, se Minas aderisse ao RRF, juntamente com o artigo 23 da lei complementar 178, o desembolso seria menor. O Estado teria que pagar R$ 900 milhões até o fim deste ano, e não os R$ 4,8 bilhões previstos. No ano que vem, a conta seria de R$ 2,7 bilhões, e não R$ 10,9 milhões. As parcelas aumentariam gradativamente ano a ano até chegar 2031.

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