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Fã de Buffon, Brazão ouviu pai chorando ao telefone e duvidou de convocação

| FOLHAPRESS

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Os amistosos da seleção brasileira contra Uruguai e Camarões serão especiais para Gabriel Brazão. Aos 18 anos, o goleiro do Cruzeiro viverá sua primeira experiência com o plantel de Tite. Fã do goleiro Buffon e companheiro de equipe Fábio, o garoto já tem um histórico frequente de convocações na base e, por isso, chegou a acreditar que estava sendo chamado para compromissos do sub-20. Sem ter acompanhado o momento em que o técnico anunciou sua relação, ele estava em casa se preparando para almoçar quando a notícia veio da melhor maneira: em uma ligação do pai chorando por causa da conquista. Brazão é natural de Uberlândia e jogava de atacante antes de "quebrar um galho" como goleiro e ser descoberto na posição. Começou jogando futsal no Praia Clube antes de migrar para o futebol de campo, aos 12 anos. Em março de 2014, mudou-se para Belo Horizonte e iniciou sua carreira no Cruzeiro, ganhando destaque e passando a figurar nas categorias sub-15, sub-17 e sub-20 da seleção. O chamado de Tite para a principal aconteceu no dia 26 de outubro. Surpreso com a ligação do pai, Brazão ainda demorou para acreditar que estaria ao lado de grandes astros do mundo. A ficha só caiu minutos mais tarde, com novas ligações de amigos e familiares. Identificação com o clube, técnica e alto desempenho ao longo da carreira são algumas das características que Brazão considera importante em seus ídolos. O primeiro deles é Gianluigi Buffon. Hoje no PSG, o italiano passou mais de 15 temporadas completas defendendo a Juventus. Em 2006, o cruzeirense tinha 16 anos quando viu o momento mais glorioso do goleiro, que ergueu a Copa do Mundo com sua seleção. A outra referência para o jovem também possui uma história de sucesso, mas se encontra bem mais próximo ao seu dia a dia. Quarto goleiro de Mano Menezes, Brazão se espelha também no companheiro de equipe Fábio, um dos símbolos do clube e com mais de uma década de casa. Para se ter uma ideia da representatividade do camisa 1, Brazão nasceu em janeiro de 2000. Seis meses mais tarde, Fábio conquistava seu primeiro título com o Cruzeiro. Na conquista da Copa do Brasil contra o São Paulo, ele era reserva de André Doring. Anos mais tarde, quando Brazão iniciou sua carreira na Toca da Raposa, em 2014, Fábio já era titular há quase dez anos e estava a poucos meses de levantar o segundo título brasileiro com a equipe celeste. Apesar da pouca idade, Gabriel Brazão já é tratado como joia no Cruzeiro e considerado um exímio pegador de pênaltis. No início dessa temporada, passou a integrar o grupo principal de Mano Menezes, mas antes disso já despertava atenções na Europa, com sondagens da Roma e do Braga. No Mundial sub-17 do ano passado, o Brasil terminou a competição com o terceiro lugar, mas o goleiro faturou um prêmio individual e foi considerado o melhor da sua posição no torneio. Desta vez, ele não deverá ter chances nos amistosos do Brasil, já que a intenção de Tite é aumentar a integração dos jovens goleiros com os profissionais a fim de dar mais bagagem aos garotos. Antes do cruzeirense, o treinador convocou Hugo, do Flamengo, e Phelipe, do Grêmio. A seleção brasileira enfrenta o Uruguai nesta sexta-feira (16) e Camarões na terça-feira (20).

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