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Admirado pela humildade, Kanté fugiu de esquema corrupto em paraíso fiscal

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O volante francês N'Golo Kanté, 27, já havia conquistado o mundo do futebol com suas grandes atuações nos títulos ingleses de Leicester e do Chelsea, em 2016 e 2017, respectivamente. Mas foi o ano de 2018 que alçou o baixinho, titular nesta sexta (16) contra a Holanda, pela Liga das Nações, à condição de jogador de futebol mais legal do planeta. Na Copa do Mundo da Rússia, em que a França sagrou-se bicampeã mundial, Kanté fez questão de se colocar como coadjuvante -apesar do ótimo desempenho no torneio. Assim como no campo, onde faz o trabalho sujo para que outros brilhem, quis que os companheiros também brilhassem mais que ele nas comemorações. Campeão do mundo, sentiu vergonha até em segurar a taça. Nesta semana, documentos revelados pelo Football Leaks e publicados pelo jornal alemão Der Spiegel mostraram que o volante se recusou a receber o dinheiro da transferência ao Chelsea em uma empresa nas Ilhas de Jersey, conhecido paraíso fiscal. O esquema foi oferecido pelo clube de Londres. Em trocas de e-mails com o Chelsea, o agente do atleta se mostrou preocupado pelas condições propostas, vetadas por Kanté. O volante ainda pediu que o clube presidido pelo russo Roman Abramovich apenas pagasse a ele "um salário normal", e dentro da lei. Mas apesar das mostras de honestidade e da imagem que construiu, aparentemente com justiça, de bom moço, nem o incorruptível Kanté consegue passar impune. Durante as festas pela conquista do título mundial, o elenco francês denunciou em forma de música as corruptelas praticadas pelo colega de seleção nos jogos de baralho disputados na Rússia. "Ele é pequeno, ele é bonzinho, ele parou Leo Messi, mas todos sabemos que ele é um trapaceiro", diz a letra. HOLANDA x FRANÇA 17h45, em Roterdã Na TV: TNT

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