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Em busca de seu maior título, Zverev e Anderson desafiam favoritos no Finals

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Separados por 11 anos de diferença, o alemão Alexander Zverev, 21, e o sul-africano Kevin Anderson, 32, estão em diferentes momentos da carreira, mas buscam zerar uma pendência comum: ainda não conquistaram um dos maiores torneios do tênis. Neste sábado (17), os dois, que também se notabilizam pela altura, terão a chance de alcançar a decisão do ATP Finals, em Londres, torneio que reúne os oito melhores da temporada e só fica abaixo dos Grand Slams em importância. Para isso, eles terão que derrotar nas semifinais os favoritos Novak Djokovic, 31, e Roger Federer, 37. Zverev, de 1,98 m, que enfrenta o suíço às 12h (o SporTV 3 transmite), já foi terceiro colocado do ranking (hoje é o quinto) e conquistou três títulos de Masters 1.000. Um currículo vistoso para quem tem 21 anos, mas o alemão sofre cobranças por nunca ter feito grande campanha num Grand Slam. Seus melhores resultados são quartas de final em Roland Garros, oitavas em Wimbledon e terceira rodada nos EUA e na Austrália. O retrospecto de Zverev contra o rival deste sábado o permite ter esperanças. Os dois já se enfrentaram 5 vezes, com 3 vitórias de Federer, de 1,85 m. No último confronto, no mesmo local, um ano atrás, o suíço levou a melhor no terceiro set, após duas parciais bem disputadas. Kevin Anderson, de 2,03 m, bateu na trave duas vezes em Slams. Perdeu a final do US Open de 2017 para Rafael Nadal e a de Wimbledon, em julho, para Djokovic. Atual sexto colocado do ranking, vive o melhor momento da carreira. Seu adversário na partida das 18h também está em grande fase. Desde Wimbledon, o sérvio, de 1,88 m, venceu 4 dos 6 torneios que disputou e perdeu apenas 2 dos 33 jogos realizados antes do Finals. O confronto direto contra Anderson é amplamente favorável a Djokovic, que levou a melhor em 7 dos 8 jogos. Nesta semana, uma polêmica envolveu três dos semifinalistas. Após perder para Djokovic na segunda rodada da fase de grupos, Zverev disse que não vem se sentido bem há dois meses e criticou o calendário. "Nós jogamos 11 meses por ano, isso é ridículo. Nenhum outro esporte profissional faz isso", afirmou. Questionado sobre o tema, Federer disse que cabe ao atleta, junto com sua equipe, decidir quais são suas prioridades e quanto o corpo e a mente podem aguentar. Ele também declarou que não ser empregado de um clube é um privilégio dos tenistas. "Eu posso sair agora por aquela porta e ir para as férias se quiser. Ninguém vai me parar". Nesta sexta, Zverev respondeu que a situação de Federer é diferente, por ele ser mais velho e poder abrir mão de alguns dos principais torneios. Disse ainda que conversa com Djokovic e que o sérvio concorda com ele, só não expõe sua opinião publicamente. Antes das semifinais de simples, Bruno Soares entra em quadra às 10h, com o parceiro britânico Jamie Murray, para a semifinal contra os americanos Mike Bryan e Jack Sock. O Brasil nunca venceu o ATP Finals nas duplas. Marcelo Melo, eliminado nesta sexta com o polonês Lukasz Kubot, tem dois vices, em 2014 e 2017.

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