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EsportesCom título da Champions, Klopp escreve melhor capítulo do seu livro

Com título da Champions, Klopp escreve melhor capítulo do seu livro

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MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) – O alemão Jürgen Klopp dizia que poderia escrever um livro como recordista de vitórias em semifinais. Sua percepção editorial, talvez resultado dos tempos em que era jornalista, não recomendava que o publicasse. “Ninguém compraria”, disse.
Com o capítulo que acrescentou neste sábado (1º), as coisas mudam bastante.
O treinador ganhou sua primeira Champions League, comandando o Liverpool na vitória por 2 a 0 sobre o Tottenham, em Madri.
De boné, roupa preta e tênis vermelho, gesticulando o tempo todo, Klopp deu cabo do fantasma de perdedor que começava a acompanhá-lo após duas derrotas em finais, uma com o Borussia Dortmund e outra com o próprio Liverpool, no ano passado.
Ao ganhar a orelhuda, como é chamada a taça de 7,5 quilos e 73,5 centímetros de altura da mais badalada competição de clubes do futebol, o Liverpool inscreveu pela sexta vez seu nome na lista de vencedores –o maior ganhador da competição é o Real Madrid, com 13 conquistas.
Três brasileiros levaram a Champions League pela primeira vez: o goleiro Alisson, o volante Fabinho e o atacante Roberto Firmino, sendo que o primeiro e o último foram convocados por Tite para a Copa América. O Brasil é país não europeu com maior presença nas finais da competição –que, pela primeira final em dez anos, não teve transmissão em TV aberta para o país.
Numa noite quente em Madri (32 graus às 21h, quando o jogo começou), Salah aqueceu-se com uma sucessão de cinco gols perdidos no treinamento. Parecia mau presságio; não era. Com apenas 30 segundos de jogo o atacante senegalês Mané tentou passar a bola e ela acabou desviada dentro da área pelo braço do francês Sissoko. Pênalti, que Salah converteu.
A história mostrava que, em três quartos das vezes, quem marcou primeiro na final da Liga dos Campeões acabou vencedor.
Essa estatística pesou mais do que o fantasma das viradas “impossíveis” das semifinais desta edição, nas quais o Liverpool superou uma derrota por 3 a 0 para o Barcelona no primeiro jogo e o Tottenham perdeu a ida e começou tocando gol na volta para no fim superar o Ajax em Amsterdã.
O gol era o que faltava, se é que faltava alguma coisa, para maré vermelha que é a torcida do Liverpool tomar conta do estádio.
A empolgação da torcida coloriu um jogo não tão emocionante assim. No primeiro tempo, o dono da bola foi o Tottenham, que a reteve por 61% do tempo, acertando mais passes do que o Liverpool (80% a 68%).
Tudo isso para nada: o time não conseguiu dar um um único chute no gol de Alisson.
No segundo tempo, os brasileiros protagonizaram as substituições. Um saiu no Liverpool (Firmino) e um entrou no Tottenham (Lucas, o herói da semifinal com o Ajax).
O jogo finalmente engrenou, e aí outro brasileiro brilhou: Alisson. O goleiro fez duas boas defesas, um em chute de Lucas e outra numa cobrança de falta de Eriksen.
Alisson chegou ao Liverpool nesta temporada, na que foi até então a maior transação da história para um goleiro (R$ 73 milhões de euros, cerca de R$ 320 milhões). Ocupou o lugar do alemão Karius, que falhou duas vezes na última final da Copa dos Campeões, contra o Real Madrid.
Após as defesas, o belga Origi fez o segundo gol com um chute de perna esquerda e fez com que os torcedores do Tottenham começassem a abandonar o estádio Wanda Metropolitano, que jamais havia recebido uma decisão da Champions League. Inaugurado em 2017, ele substituiu o Vicente Calderón como casa do Atlético de Madri.
O Liverpool jamais ganhou o Mundial de Clubes –duas de suas derrotas foram para equipes brasileiras, o Flamengo em 1981 e o São Paulo em 2005. E não está claro se a equipe irá disputar próxima edição do Mundial da Fifa.
Isso porque a entidade mudou o formato, e a próxima edição está agenda não para dezembro, como tradicionalmente ocorria, e sim para junho de 2021. Clubes europeus, que têm dominado o Mundial (ganharam 9 das 10 últimas edições), dizem-se contrários à alteração e podem se recusar a disputar o torneio. Nada que parecesse preocupar muito a torcida do Liverpool neste sábado, vale dizer.

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