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Colômbia empata no fim, mas Inglaterra vence nos pênaltis

Seleção sul-americana conseguiu arrancar o empate nos acréscimos, mas ingleses foram mais eficientes nas cobranças de pênaltis

| Agência Estado

Jogadores ingleses comemoram aliviados a vaga conquistada nas quartas de final da Copa(Foto: Victor R. Caivano / Associated Press / Estadão Conteúdo)
 

O goleiro Pickford colocou a Inglaterra nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação com a Colômbia, ele defendeu uma cobrança (a outra foi na trave) e garantiu a vitória dos ingleses por 4 a 3 nas penalidades, nesta terça-feira. Bacca e Uribe desperdiçaram para os colombianos.

Após um jogo tenso, nervoso e cheio de cartões amarelos, a Inglaterra se classificou para as quartas de final, quando enfrentará a Suécia, em Samara, no próximo sábado. Será mais um duelo europeu na próxima fase do Mundial. Harry Kane fez, também de pênalti, o primeiro gol da Inglaterra e se consolida como artilheiro do Mundial com seis gols.

Com a vitória, o time inglês exorciza uma fantasma da decisão por pênaltis. Até a decisão desta terça, haviam sido três disputas de pênalti em Copas do Mundo. Os ingleses tinham perdido todas: 1990, 1998 e 2006. Em 2018, o time consegue avançar.

A Colômbia, que teve o zagueiro Mina como artilheiro da equipe, com três gols no Mundial, não consegue repetir a façanha de 2014 quando chegou às quartas de final. Mas conseguiu o empate nos acréscimos do tempo normal e esteve próximo da vaga. O gol foi justamente de Mina, ex-Palmeiras, de cabeça.

A Inglaterra começou melhor, mas não conseguiu se impor tecnicamente como se esperava. Com isso, tentava transformar as jogadas aéreas em motivo de preocupação para a defesa colombiana. Os zagueiros iam sempre para a área rival. Além disso, o time mostrou preocupação defensiva, pois os dois laterais recuavam quando a Colômbia tinha a posse de bola. Os ingleses faziam uma linha com cinco zagueiros. A torcida colombiana, maioria no estádio, vaiava os ingleses em todos os lances. Era como se eles jogassem fora de casa.

A Colômbia tinha dificuldade para atacar com a falta de opções principalmente pelas laterais. James Rodríguez, que não se recuperou de uma lesão muscular, fez falta ao time. A equipe também sentiu falta dos avanços do atacante Miguel Borja, também ficou de fora devido a uma lesão no joelho.

O jogo foi equilibrado, com poucas chances reais de gol. A melhor chance da etapa inicial foi de Harry Kane, completando de cabeça um cruzamento de Trippier, a única grande chance com bola rolando, aos 15. O artilheiro da Copa do Mundo teve poucas chances de finalizar e teve participação discreta na partida no primeiro tempo. 

 

O clima foi quente com inúmeras divididas e discussões entre os jogadores. Foram sete cartões amarelos. Na metade do primeiro tempo, Barrios acertou uma cabeçada no peito de Henderson e levou cartão amarelo; Mina se estranhou com Sterling. Em vários lances, os jogadores ingleses pediram que o árbitro solicitasse o VAR (árbitro de vídeo) para identificar supostas agressões.

Com dificuldades para criar com a bola no chão, a Inglaterra mudou o posicionamento na jogada aérea para ser mais incisiva. Os jogadores ficaram em fila para confundir a marcação colombiana e só se movimentavam quando o escanteio fosse cobrado. Deu certo. Keane se desvencilhou da marcação, mas sofreu pênalti de Sanchez. Na cobrança, o artilheiro do Mundial bateu no meio do gol. Foi seu sexto gol em três jogos. Agora, Keane tem seis pênaltis batidos pela seleção inglesa, com cinco gols e apenas um erro.

Apostando no entusiasmo da torcida, que gritava "Sí, se puede" nas arquibancadas, mas com pouca organização tática, a Colômbia buscou o empate com lançamentos longos. Aos 35, Cuadrado avançou sozinho após contra-ataque, mas chutou mal por cima do gol de Pickford. Nos acréscimos, na jogada aérea que havia funcionado nos outros jogos, mas havia totalmente bloqueada em Moscou, o zagueiro Mina completou empatou após cobrança de escanteio. Foi seu terceiro gol no Mundial.

Na prorrogação, a Colômbia conseguiu recuperar a posse de bola. Os ingleses sentiram emocionalmente o empate sofrido nos acréscimos do tempo normal. Kane desapareceu. Os ingleses só se recuperaram na etapa final. A grande jogada foi uma cabeçada Dier, sozinho na área, para fora. Na decisão por pênaltis, os ingleses voltaram a ser mais eficientes e garantiram a vaga. 

Arte: Gaspar Martins / A Cidade

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