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Nunca seleção dependeu tão pouco de Neymar para gols

No Mundial da Rússia, o time brasileiro aposta no conjunto; a força do coletivo será testada nesta sexta-feira (6), às 15h, na Arena Kazan, em jogo contra a Bélgica

| FOLHAPRESS

Neymar divide protagonismo com atletas como Paulinho e Gabriel Jesus (Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

Neymar, 26, fez e ainda faz a diferença dentro de campo, mas a seleção brasileira conseguiu deixar a dependência do jogador no passado.  No Mundial da Rússia, o time brasileiro aposta no conjunto. E a força do coletivo será testada novamente nesta sexta-feira (6), às 15h, na Arena Kazan, quando a seleção enfrenta a Bélgica, pelas quartas de final do Mundial.  

Desde que estreou na equipe principal, em agosto de 2010, o atual camisa 10 sempre foi o principal astro no time. Assim como acontece agora na era Tite, ele também foi o goleador com os últimos três treinadores que comandaram a seleção brasileira: Mano Menezes, Felipão e Dunga.  

A dependência de Neymar, porém, era muito maior. Com Mano, ele tinha média de 0,63 gol por partida, enquanto com Felipão teve 0,67 por confronto. A maior dependência do craque foi vista na era Dunga. Em 16 jogos, foram 11 gols marcados (0,69).  Com Tite, fez 11 gols e a média é menor: 0,57 por partida.  

Desde o início da Copa, a seleção apostava numa evolução do atacante ao longo do torneio. Após lesão no pé direito, foi operado e ficou mais de dois meses sem treinar.  

"Eu sabia pela experiência de atleta que uma sequência de jogos daria a ele. Seria uma situação natural, e ele foi mais rápido porque é um jogador de excelência", afirmou o técnico, que contava que o atacante chegaria ao ápice no quinto jogo do Mundial, nas quartas.  

Atualmente, Neymar tem três companheiros, que ameaçam sua posição de artilheiro na seleção com Tite: Gabriel Jesus, que marcou dez vezes, e Coutinho e Paulinho com oito gols cada um.  

Em entrevistas, o técnico da seleção brasileira faz questão de elogiar Neymar ao mesmo tempo em que aponta o jogo coletivo do time como principal arma na Rússia. Willian, 29, e Gabriel Jesus, 21, são citados como exemplos de jogadores com comprometimento em prol da equipe.  

O camisa 19, que joga aberto pela direita e é considerado um ponta, tem a função tática de ajudar Fagner na marcação. O meio-campista Paulinho é outro que contribui na composição tática.  

Contra o México, nas oitavas de final, Willian foi um dos melhores em campo. Além de ajudar taticamente, fez a jogada individual no último terço do campo que terminou com o primeiro gol marcado pelo próprio Neymar.  
Centroavante sem gols na Copa, Jesus ganhou para Tite importância por outras funções que exerce no campo que não a de colocar a bola no gol. "Artilheiro vive de fazer um grande jogo", afirmou.  

Contra a Sérvia, o camisa 9 puxou a marcação e viu Paulinho se aproveitar do espaço criado para marcar um gol. No último jogo, contra o México, ajudou a equipe na marcação.  

Foi quando liberou os outros atacantes para jogarem mais avançados. Tanto é que o segundo gol contra os mexicanos saiu em uma arrancada de Neymar e conclusão de Firmino, que entrou no lugar de Willian. Tite vê até o camisa 10 e principal astro do time como uma peça na engrenagem coletiva da equipe.  

"Neymar está em altíssimo nível de novo, e mais do que isso. Não é só com bola e em dribles, há ações de transições defensivas, vocês verão como ele tem participado em termos coletivos. Retomada de posse de bola, ocupação de espaços, até desarme, que não é a característica, e nem quero que atacante desarme, mas o senso de equipe que ele vem desenvolvendo", afirmou o técnico.  

Ele cita como ponto forte o equilíbrio da equipe brasileira. A seleção possui a defesa menos vazada -sofreu apenas um gol, assim como o Uruguai- e o quinto melhor ataque. O time marcou sete vezes na competição, média de quase um gol a cada dois jogos.  

De acordo com levantamento da reportagem, o Brasil sofreu quatro finalizações diretas ao gol de Alisson.
No total, em 389 minutos jogados em quatro partidas, o Brasil levou 33 chutes, sendo 12 bloqueados, 17 para fora e 4 no gol. Apenas um parou nas redes, contra a Suíça, na estreia. Outros três ficaram nas mãos do goleiro.  
"Conversei com profissionais por quem eu tinha admiração, um deles foi Carlos Bianchi. Ele disse que uma virtude de grande equipe era ser mentalmente forte e ter equilíbrio. Aquilo ficou marcado. Ele exemplificou situações. Digo isso para termos bom senso. Nem euforia nem medo de perder", completou.

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