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Seleção é aplaudida no Rio, e Tite se cala sobre futuro.

Segundo a CBF, sete jogadores e o técnico Tite desembarcaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro; eles se dividiram por duas saídas e tentaram evitar a imprensa

| FOLHAPRESS

Técnico Tite e outros 7 jogadores desembarcaram no Galeão e tentaram evitar a imprensa (Foto: Foto: Amdre Penner / Associated Press / Estadão Conteúdo)

Parte da delegação da seleção brasileira que estava na Copa do Mundo desembarcou na manhã deste domingo (8) no Rio de Janeiro. Jogadores e comissão técnica foram aplaudidos por torcedores e passageiros, apesar da eliminação nas quartas de final, após derrota para Bélgica, por 2 a 1, em Kazan.  

Segundo a CBF, sete jogadores e o técnico Tite desembarcaram no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro. Eles se dividiram por duas saídas e tentaram evitar a imprensa.  

Tite desembarcou por uma área lateral, normalmente usada por autoridades, junto com os atacantes Philippe Coutinho e Douglas Costa. Foram recebidos por um grupo de cerca de 20 torcedores e não deram entrevista.
O técnico da seleção agradeceu o apoio dos torcedores que estavam no aeroporto.  

"Quero, de coração, retribuir o carinho que eles estão nos proporcionando. Obrigado", afirmou, sem responder a perguntas dos jornalistas.  

Casemiro, 26, e Gabriel Jesus, 21, saíram pela porta de desembarque internacional do aeroporto, onde eram aguardados por passageiros.  "O balanço é positivo, houve muitas coisas boas. Não é o fim de uma era", afirmou Casemiro, jogador do Real Madrid.  

Segundo a CBF, estava previsto também o desembarque no Rio de Taison, 30, Geromel, 32, e Neymar, 26. Parte da delegação ficou em Madri, na Espanha, e outros deixaram a Rússia por conta própria.  

Neymar não apareceu para saudar os torcedores. O atacante do PSG não deu entrevistas após a eliminação do Brasil na Rússia.  "Acho que eles deram o melhor que cada um poderia dar", disse a estudante Luana Viana Pieroni, 13, que chegou ao aeroporto do Galeão com os pais e uma amiga por volta das 4h e confeccionou um cartaz para mostrar aos jogadores. 

"Nem dormimos nesta noite. Optamos por vir à meia-noite, porque as ruas estavam mais movimentadas e mais seguras", contou José Mauricio França Marques, 33, que levou os dois filhos ao aeroporto.  

"Queremos lembrar que eles têm o nosso apoio, de qualquer maneira", disse a enfermeira Richelda Moreira, 41, para quem "faltou sorte" ao time no jogo contra a Bélgica nas quartas de final.  "Faltou precisão", emendou seu filho Pedro, 10.  
 
 Suspenso do jogo em que a seleção brasileira foi eliminada da Copa da Rússia, o volante Casemiro defendeu seu substituto, Fernandinho, 33, que fez um gol contra na partida e virou alvo de ofensas racistas em uma rede social.  

"Quando perde, perde todo o mundo. Quando ganha, ganha todo o mundo. Ele teve a infelicidade no lance, mas nos outros jogos provou estar à disposição. É um grande jogador", afirmou Casemiro, que ficou fora do jogo contra a Bélgica por ter tomado o segundo cartão amarelo na partida anterior, contra o México.  

O perfil de Fernandinho em uma rede social foi tomado por ofensas racistas após a eliminação. No dia seguinte, em meio aos comentários ofensivos, internautas iniciaram uma onda de manifestações de apoio ao meia, que atua no Manchester City.  

Casemiro foi o único a dar entrevista. Ele defendeu a permanência de Tite no comando da seleção brasileira.
O técnico foi convidado pela CBF para seguir no cargo, mas ainda não respondeu.  

Na madrugada de sábado (7), o chefe da delegação e futuro presidente da entidade, Rogério Caboclo, esteve com o treinador em Kazan, após a derrota para a Bélgica, por 2 a 1, que tirou o Brasil da Copa do Mundo.  

Eliminado nas quartas de final da Copa, Tite poderá ter um perdão raro para técnicos da seleção. A última vez que um derrotado em Mundial seguiu à frente da equipe foi em 1978, com Claudio Coutinho. No torneio seguinte, em 1982, porém, ele já não era o treinador da equipe nacional.  

Com Tite à frente da seleção brasileira, em dois anos, foram 26 jogos, 20 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Foram apenas oito gols sofridos no período, ante 55 marcados. "É mais do que merecido, está fazendo um grande trabalho", disse o volante Casemiro, argumentando que, antes da chegada de Tite, o Brasil enfrentava dificuldades nas eliminatórias para a Copa do Mundo.  

"Depois, estávamos como favoritos", completou. Para ele, apesar da eliminação nas quartas de final, o balanço da Copa do Mundo é positivo.  "Houve muitas coisas boas. Não é o fim de uma era", afirmou o jogador.

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