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Confira os atletas que poderão se destacar nas Olimpíadas de Tóquio

Destacamos as trajetórias de alguns atletas olímpicos que tem grandes chances de se destacar nas olimpíadas de Tóquio. Confira

| ON Run -

  
Alison é destaque nos 400m sobre barreiras. Foto: Wagner Carmo/CBAt
Os fantásticos resultados obtidos pelos atletas na modalidade do atletismo, nada mais são do que a consequência do correr, marchar, saltar, lançar e arremessar. Atividades presentes em nosso cotidiano, por isso, podemos dizer que todo brasileiro vive o atletismo todos os dias de verdade!   

Achou um exagero? Em tempos de olimpíadas sempre há comparações desse tipo, mas vamos aos fatos: você está atrasado e, justo nesse dia, o seu ônibus resolveu passar no horário, então lá vai você fazer uma corrida adaptada dos 100 metros rasos, correndo 40 metros em toda velocidade, para não chegar atrasado no trabalho.  

Após esse esforço digno dos finalistas olímpicos, você precisa de um tempo dentro do ônibus para se recuperar, o ônibus começa a encher e, por esse motivo, você não consegue descer no ponto perto do trabalho, precisando fazer uma caminhada rápida, também conhecida como uma marcha atlética. Se for em um dia de chuva, terá que realizar alguns saltos sobre as enxurradas para não molhar o pé.  

Comparações à parte, o certo é que a cada 4 anos podemos viver essa confraternização esportiva e acompanhar os melhores do mundo e, como em toda olimpíada, sempre há aqueles atletas que podem se destacar, seja em seu país, como o grande atleta da modalidade ou até mesmo na olimpíada como um todo.  

Destacamos abaixo alguns atletas do atletismo que podem chamar a sua atenção e do mundo nos jogos olímpicos de Tóquio.

Alison dos Santos
Apelidado de Piu, Alison dos Santos é a maior revelação do atletismo brasileiro nos últimos anos. Nesta temporada, o corredor paulista bateu quatro vezes o recorde sul-americano dos 400m com barreiras, recolocando o país no mapa mundial da prova, algo que não acontecia desde a aposentadoria de Eronilde Nunes Araújo, quinto colocado nos Jogos de Sydney-2000.  

A disputa mais acirrada de Alison neste ano aconteceu em 1º de julho, quando cravou 47s38 para ficar em segundo lugar na Liga Diamante de Oslo, na Noruega. A vitória ficou com o corredor da casa, Karsten Warholm, que quebrou o recorde mundial ao correr em 46s70.  

Três dias depois e sem Warholm na pista, Alison foi ainda melhor, marcando 47s34, novo recorde sul-americano, para vencer a Liga Diamante de Estocolmo, na Suécia. O norueguês será o grande rival do brasileiro em Tóquio.  

O Brasil não ganha medalha olímpica em prova individual em pista de atletismo desde os Jogos de Seul-1988. Alison dos Santos é a melhor chance de o país se livrar desse incômodo jejum. 

Alison dos Santos bate novo recorde sul-americano - Foto: Wagner Carmo/CBAt
Allyson Felix
Que ninguém duvide de sua capacidade, mas Tóquio deve ser a última Olimpíada para ver Allyson Felix em ação. A norte-americana de 35 anos é dona de seis ouros e três pratas no atletismo em Jogos Olímpicos, competindo nos 200m, 400m e revezamentos 4x100m e 4x400m. Mas foi fora das pistas que seu nome ganhou mais relevância nos últimos anos.  

Em 2018, Allyson se tornou mãe de Camryn. Meses depois, reclamou publicamente que a Nike, sua patrocinadora, havia oferecido valores menores de contrato por ela ter se afastado das pistas durante a gravidez. Também foi uma das principais atletas a abraçar o movimento "Vidas Negras Importam" (#BlackLivesMatter).

Armand Duplantis
A pandemia prejudicou a visibilidade do saltador de apenas 21 anos, que nasceu nos Estados Unidos, mas que compete pela Suécia.  

É ele o maior obstáculo do brasileiro Thiago Braz, que tenta o bicampeonato olímpico no salto com vara. Antes que a pandemia mudasse o mundo e o calendário do esporte fosse paralisado, Duplantis bateu o recorde mundial da prova. Em fevereiro de 2020, ele cravou a melhor marca em pista coberta ao saltar 6,17m. Uma semana depois, superou o recorde com 6,18m.  

A consagração veio em setembro, em plena pandemia, quando bateu o melhor registro em pista descoberta. Na Liga Diamante de Roma, Duplantis saltou 6,15m e superou em um centímetro o recorde que pertencia ao ucraniano Sergey Bubka desde 1994. Para todos os efeitos, a World Athletics, entidade que comanda o atletismo, não faz distinção entre marcas em pista coberta ou descoberta.

Eliud Kipchoge
Independentemente das condições de clima e temperatura, todo o mundo aposta que o campeão olímpico da maratona seja da África. Afinal, o continente venceu cinco das últimas seis finais olímpicas da prova. E, dentre os mais fortes concorrentes, nenhum se destaca mais do que Eliud Kipchoge.  

Aos 34 anos, o queniano busca se tornar o primeiro de seu país a ser bicampeão olímpico da maratona, feito só obtido pelo etíope Abebe Bikila e por Waldemar Cierpinski, da então Alemanha Oriental.  

Kipchoge é um exemplo típico do maratonista de elite do Quênia, considerada a pátria dos corredores de rua. Nasceu no distrito de Nandi, local que concentra a maioria dos atletas. É da etnia kalenjin, assim como a maioria dos corredores de elite do país.  

Versátil, Kipchoge começou a carreira olímpica disputando os 5.000m em pista, prova que lhe rendeu duas medalhas olímpicas. Mas o ouro veio após migrar para a maratona. Neste ciclo olímpico, Kipchoge ficou famoso ao correr a distância da maratona em menos de duas horas em desafio proposto pela Nike, patrocinadora do fundista.  

A marca não foi oficializada pela World Athletics, entidade que comanda o atletismo, porque não foi obtida em prova oficial, teve a ajuda de coelhos (atletas que ditaram o ritmo da corrida para a obtenção do recorde) e um carro acompanhou os atletas servindo de corta-vento, entre outros motivos. 

Foto: World Athletics 

Joshua Cheptegei
Joshua Cheptegei começou no esporte jogando futebol. Frustrado nos gramados, migrou para as provas de campo do atletismo, inicialmente disputando o salto triplo e o salto em distância. Mas se encontrou mesmo foi nas pistas, estraçalhando recordes em distâncias longas.  

Mesmo com todos os treinos atrapalhados pela pandemia do novo coronavírus, o fundista de Uganda cumpriu uma temporada incrível. Em agosto de 2020, quebrou o recorde dos 5.000m que estava em poder do etíope Kenenisa Bekele havia 16 anos.  

Dois meses depois, estabeleceu a nova marca dos 10.000m, superando em mais de seis segundos outro recorde que era de Bekele, esse desde 2005.  

A boa performance não se restringe às pistas. Em 2018, ele bateu o recorde dos 15 km em provas de rua. No ano passado, conquistou a melhor marca da história nos 5 km. Aos 24 anos, Cheptegei tem tudo para igualar o feito de legendas como Emil Zátopek, Lasse Virén, Kenenisa Bekele e Mo Farah e conquistar o ouro nos 5.000 m e 10.000 m em uma edição olímpica. Tóquio pode ser o palco desse feito.

Shelly-Ann Fraser-Pryce
Quem gosta de atletismo sabe de cor o nome composto da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, de 34 anos. Tóquio provavelmente será a última oportunidade de ver a velocista em ação na Olimpíada.  

Por ora, ela acumula seis medalhas olímpicas (dois ouros, três pratas e um bronze), mas deve acrescentar mais comendas à coleção nas pistas japonesas.  

Junto com Usain Bolt, é a única atleta a ter subido ao pódio olímpico nos 100m em três Olimpíadas seguidas, tendo vencido duas delas (Pequim-2008 e Londres-2012). Em Tóquio, terá a chance de superar o compatriota, que encerrou a carreira olímpica no Brasil.  

Em Mundiais, Fraser-Pryce soma nove ouros e duas pratas. Ela conquistou quatro vezes o título mundial na chamada "prova mais nobre" do atletismo, os 100m, incluindo a última edição do evento, em Doha, em 2019, ainda antes da pandemia. Baixinha, com 1,52m, e conhecida por suas largadas rápidas, a jamaicana ganhou o justificado apelido de Foguete de Bolso no circuito internacional do atletismo. 

Shelly-Ann Fraser em 2014. Foto:Erik van Leeuwen/Wikipédia
Yulimar Rojas

Versátil, Yulimar Rojas começou a carreira no atletismo competindo no salto em altura, prova em que chegou a ser campeã dos Jogos Sul-Americanos em 2014. Posteriormente, a venezuelana também competiu no salto em distância.  

Mas se encontrou mesmo no salto triplo, prova em que começou a se destacar com o título do Mundial em pista coberta, disputado em Portland, em 2016.  

No Rio-2016, foi derrotada por Caterine Ibargüen, da vizinha Colômbia, e ficou com a prata. Em seguida, mostrou um impressionante domínio no salto triplo, com os títulos mundiais de 2017 e 2019 (em pista descoberta) e 2018 (em pista coberta). Na primeira conquista, em Londres, destronou Ibargüen, então campeã olímpica e bicampeã mundial. A prova tinha uma nova dona.

Com Informações da Folhapress

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