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'Não há permissão, há bom senso', diz Marcelo Adnet sobre imitar narradores

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quem assiste aos jogos do Brasil na Copa América já deve ter percebido que o Show do Intervalo não é mais o mesmo. Durante a virada do primeiro para o segundo tempo, o humorista Marcelo Adnet, 37, faz imitações dos narradores Cléber Machado, Milton Leite, Galvão Bueno, Luis Roberto e Luiz Carlos Junior.Sempre que entra no ar, os locutores imitados caem na gargalhada e aprovam a brincadeira. "Isso surgiu em uma parceria do humor com a área de esporte da emissora. Tenho o maior carinho e admiração por todos. Não tem uma permissão, tem o bom senso de quem conhece eles bem", afirma Adnet, que conta com a ajuda de roteiristas e colaboradores.Para ele, a imitação é uma arte. Tanto que, segundo o próprio, passar o tempo captando e analisando os trejeitos de cada narrador não é cansativo. "Vejo vídeos durante algumas horas, se assim for preciso, para pegar grandes falas, trejeitos físicos, vícios de linguagem, sotaque, dicção, entonação. Mas principalmente captar o espírito e a maneira de raciocinar. Aí o personagem imitado ganha vida própria", conta.As imitações têm as suas peculiaridades. Na de Galvão Bueno, Adnet brinca com a entonação de voz e com o uso de um 'R' bem puxado."Conheço o Galvão e adoro ele. Acho que é uma voz que está ligada a grandes momentos e grandes decisões esportivas. Durante o processo, acabei conhecendo todos os narradores e fiquei mais fã ainda. Eles levam de boa e topam a brincadeira."Já Luis Roberto é satirizado com seu jeito de parar com os pés bem abertos e com sua animação. Luiz Carlos Junior, vaidoso, tem essa característica exacerbada. E a imitação do tom de voz de Cléber é uma das mais parecidas.  Durante a Copa América, Adnet também imitou um personagem argentino que aparecia de vez em quando na programação do SporTV. Além do mais, fez uma paródia dos melhores momentos de um jogo da Globo usando a voz do presidente Jair Bolsonaro."Não temo que ele não goste", analisa Adnet, que desde criança gosta de imitar. Ele começou esse processo imitando as vozes de Lula, Enéas (1938-2007) e Collor, em 1989, quando tinha oito anos. Ainda no campo da política, o humorista já imitou na própria Globo candidatos a presidente, em 2018, e os vídeos viralizaram.Para Adnet, que teve como rotina gravar os esquetes durante a Copa América por três vezes na semana, as brincadeiras têm roteiro, mas também há muito improviso. Adnet sempre usou desse recurso em sua carreira, mesmo quando era da MTV e tinha apenas 15 minutos diários no ar.O comediante encerrará suas participações nos intervalos da Copa América neste domingo (7), quando o Brasil enfrenta o Peru pela final, às 17h.E se depender da vontade e dos estudos de Adnet, talvez vejamos uma nova imitação chegando. "Estou treinando o [treinador] Tite", encerra.

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