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Pequim abre 'museu para solitários' e indica formas de lidar com isolamento

| FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Há duas semanas, a capital da China, Pequim, abriu espaço para um novo museu: o The Torro Loneliness Museum (em português, O Museu da Solidão de Torro). A proposta do local é que ele sirva como refúgio para os moradores, e para aqueles que se sentem sozinhos se lembrarem de que existem outras pessoas que também se sentem assim. Segundo o jornal chinês China Daily, desde que abriu, o museu está sempre lotado. Localizado no espaço artístico "798 Art Zone", ele é dividido em 13 salas que reproduzem espaços comuns, como um quarto de hospital, um restaurante e um metrô. O museu exibe mais de mil histórias sobre solidão, usando palavra encorajadoras e indicando formas de lidar com ela. A universitária Liu Jiawei, 22, interagiu com a exibição ao sentar-se em silêncio, diante de um urso de pelúcia, e comer guisado. Ela está aprendendo a lidar com a solidão depois de terminar um relacionamento de longo prazo. Em uma sala com três bicicletas, em que estranhos podem pedalar para ascender lâmpadas nas paredes formando a frase "A solidão vem junto com o amor", Jiawei também conheceu outras duas garotas ao pedalar com ela. Quando as lâmpadas se iluminaram, elas riram juntas, embora nunca tivessem se encontrado antes. "Quando você está acostumado a estar junto com alguém, você se sente desconfortável quando ambas as partes se separam de repente", disse Jiawei ao China Daily. "Estou sempre triste hoje em dia, mas me senti muito relaxado e feliz agora".

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