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Mr. Acrocinus e sua beleza natural.

Com antenas gigantes e ornamentada em vermelho e cinza a espécie parece que foi pintada a mão.

| ACidade ON -

OHHH QUE É ISSO? É uma aranha? Tem veneno? Que bicho é esse? 

Foto: Lucas Mastellini Arquivo pessoal.

Calma amigo(a)s, apresento a vocês o besouro da figueira.

Este besouro é também chamado popularmente de arlequim-da-mata ou arlequim-de-caiena, o nome científico é Acrocinus longimanus (Linnaeus, 1758). Faz parte da família Cerambycidae e podem alcançar até 70 mm de comprimento, sendo muito comuns nas regiões tropicais.

Estes bichos não representam perigo algum, mas provavelmente são capazes de dar uma mordida dolorosa se manuseado incorretamente.

Os machos possuem as pernas anteriores muito grandes, podendo atingir mais de duas vezes o comprimento do corpo, e servem como atrativo para as fêmeas e para facilitar a escalada nas árvores.

Essa espécie pode ser encontrada em galhos e sobre matéria orgânica vegetal em decomposição. Os adultos se alimentam da seiva das árvores.

A beleza está em sua coloração, que parece que foi pintada a mão, destacada pela sua coloração de fundo preto, ornamentada em vermelho e cinza. Abaixo  

Diogo Luiz Arquivo pessoal

As antenas são muito longas, que é uma das características dos cerambicídeos, nome dado à família dos coleópteros. Vale dizer que essa família apresenta um dos mais numerosos grupos da ordem Coleoptera (besouros). São mais de 36 mil espécies descritas no mundo.

Agora você deve estar se perguntando: Por que besouro da figueira?

Devido ao seu ciclo de vida: ovo larva pupa e adulto, suas larvas normalmente são as brocas que aparecem em figueiras (daí um de seus nomes) e em plantas silvestres de outras espécies (como jaqueiras, paineiras e pequiás). Em muitos casos, são considerados pragas. Segue uma foto para ilustrar suas larvas. 


 

Foto: Dori Edson Nava - Embrapa RS

Casal de Besouro fotografado por Julien Touroult

Só um detalhe: esse garotão pode ser grande, mas não é fácil ver um no dia a dia. Então, segue um vídeo mostrando um pouco do seu comportamento na natureza. 



Agradecimentos: Ao Dr. Helcio R. Gil- Santana, por revisar o texto, e ao Ricardo Brugnera Insetos do Brasil, por ter cedido as imagens.


Bibliografia consultada:

Santos, W.E. & A. Pereira-Colavite, 2017. Ocorrência de Acrocinus longimanus (Linnaeus) (Coleoptera: Cerambycidae) em área urbana, Nordeste do Brasil. EntomoBrasilis, 10 (1): 57-59.
Valle NG, Chatellenaz ML, Damborsky MP (2017) Acrocinus longimanus (Linnaeus, 1758) (Coleoptera, Cerambycidae): first record from the province of Corrientes, Argentina. Check List 13 (6): 987991. https://doi.org/10.15560/13.6.987
Qiao Wang 2017. Cerambycidae of the world : biology and pest management.  

 


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