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A nossa grande corrida da misericórdia

Será que o nosso Vira-lata Caramelo tem forças para enfrentar uma longa e árdua corrida da misericórdia? Quem sabe!

| Mundo dos bichos -

Foi por volta do ano de 1925 que uma epidemia de difteria mortal se espalhou na aldeia chamada Nome, no Alasca. Os hospitais ficaram lotados e precisaram, urgentemente, do único antídoto capaz de salvar vidas: a antitoxina diftérica. O soro existia, mas estava a 1609 quilômetros da aldeia. Para ter noção da distância, é mais ou menos de Araraquara, São Paulo, até Caçapava do Sul, Rio Grande do Sul. Uma viagem que pode durar 20 horas de carro.

Só que naquela época havia 3 opções para esse trajeto: navio, avião e trenó. A primeira foi descartada porque as águas congelaram. Pelos ares era impossível por conta dos fortes ventos. Restou uma longa e árdua viagem de trenó.

A distância foi diminuída para 1000 quilômetros porque a antitoxina foi levada, por via férrea, de Anchorage para a cidade de Nenada. Mesmo com 609 quilômetros a menos, a viagem foi penosa e recebeu o nome de Grande Corrida da Misericórdia. Temperaturas que chegaram a -50 Celsius, ventos cortantes como facas afiadas e rotas complicadas. Foi nesse cenário pavoroso que Balto, o jovem husky siberiano, fez história ao liderar 100 cães no último exaustivo trecho. A sua jornada rendeu um monumento com seu nome no Central Park em Nova Iorque, além de filmes baseados em sua história.

Passados quase 100 anos desse acontecimento, nos vemos diante de um cenário epidêmico também. O nosso Balto, o Vira-lata Caramelo, pode até fazer uma Grande Corrida, mas suplicando misericórdia para que a vacina chegue logo de norte a sul do Brasil e para que todos a tomem.  

 

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