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Será que precisa chamar burro de burro?

Esse é um manifesto em prol dos burros

| Mundo dos bichos -

Estava em uma calorosa conversa com meus amigos, na época de cursinho preparatório para vestibular, quando um deles dispara a famosa frase de Nelson Rodrigues: "a unanimidade é burra". Só que entendi errado: unanimidade se tornou humanidade. Esse erro me acompanhou por mais um período. E nesses momentos conturbados me lembrei dessa paronomásia. 


Tudo bem que tem muita gente voltando para a era paleolítica de moonwalk e já se comporta como um neandertal, mas não rola generalizar a burrice. Aliás, não rola usar o burro - um simpático equino - para se dirigir a quem troca vacina por cloroquina e quer a volta do AI-5. Por isso, lanço um manifesto em prol dos burros - os equinos, não os humanos limitados de massa encefálica. 


Essa forma pejorativa é mais antiga do que entender que a ciência cura. Na verdade, nas fábulas de Esopo já tinham histórias de que burro era uma metáfora para quem é teimoso. Mas, na boa, o tempo passou e já está na hora de ressignificar a semântica dos burros. 


Então, quando der vontade de xingar, substitua o burro por imbecil, idiota, estúpido, tolo, tapado e outros mais. Ou simplesmente não perca tempo com pessoas que voltaram - ou nem saíram - das cavernas. O importante é não ofender o burro - filhote macho do cruzamento do asno com a égua. Que aliás, ao crescer, perde a nomenclatura de burro, ou seja, até ele evolui. Fica a dica aí para uma galerinha do verde e amarelo.

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