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O verão chegou, e agora?

O calor pode trazer diversão para a família, mas exige cuidados com nossos amigos peludos

| ACidade ON -


Ilustração: Mayara Laurindo

Uma medida importante para evitar problemas com o calor é a tosa do animal, caso a raça permita esse procedimento. Segundo o médico veterinário Henrique Meiroz de Souza Almeida, outra opção é aumentar a frequência dos banhos, porém sem exageros, pois o uso constante de shampoos e sabonetes podem causar irritações na pele do pet. Após os banhos, deve-se secar bem o animal, de preferência somente com toalha ou com o secador na temperatura fria, para evitar que a umidade e o calor favoreçam o aparecimento de fungos.

Deve-se ficar alerta também para o aumento excessivo da temperatura corporal do cachorro, conhecida como hipertermia, que pode levar a óbito se o cão não receber os cuidados no momento certo. Os sinais de hipertermia são: respiração ofegante e acelerada, língua levemente arroxeada, vômitos e diarreia. Diante desses sinais, o criador deve tentar resfriar a temperatura corporal do bicho borrifando água sobre seu dorso, levando-o a um ambiente com ventilador ou ar-condicionado e até mesmo envolvendo seu corpo em uma toalha molhada com água fria. Caso os sintomas continuem, é necessário levar o cachorro ao veterinário o mais rápido possível.

Outro cuidado que se deve ter é com a exposição ao sol, principalmente em cães de pelagem mais clara, que podem chegar a desenvolver câncer de pele. Gabriela lembra que, para esses pets, recomenda-se o uso de protetor solar (próprio para animais) em áreas mais expostas como focinho, patas e orelhas. Para os outros, ambientes bem arejados e com sombra são suficientes para evitar problemas com a exposição solar.

A primeira preocupação deve ser com a hidratação do animal. A médica veterinária Gabriela Capriogli Oliveira alerta que o calor excessivo faz com que os cães percam maiores quantidades de líquido, que deve ser reposto. É importante oferecer água em abundância durante o dia todo e trocá-la periodicamente, deixando a vasilha na sombra para que o líquido fique sempre fresco.

Devido ao aquecimento global, o planeta vem enfrentando verões mais quentes a cada ano. E os seres humanos não são os únicos a sofrer com isso. Seu melhor amigo, o cão, sofre ainda mais, sobretudo em função de dois motivos. O primeiro é a pelagem que recobre boa parte do corpo do animal, o que equivale a vestir um casaco de inverno em pleno verão. O outro motivo é que, ao contrário do homem, o cão não possui glândulas específicas e é incapaz de perder calor por meio do suor ao invés disso, o cachorro fica com a boca aberta para trocar calor com o ambiente e resfriar seu corpo. Essas características caninas exigem dos criadores cuidados redobrados com seus pets nas épocas mais quentes do ano.
 

 
Com o aumento da temperatura e da umidade, os carrapatos, pulgas, moscas, mosquitos e pernilongos se proliferam com mais facilidade, expondo os pets a um grande número de doenças. O médico veterinário Henrique Meiroz de Souza Almeida indica o uso de coleiras repelentes e remédios contra pulgas e carrapatos para evitar infestações de parasitas. Além disso, manter a grama bem cuidada e limpar sempre o quintal e a casa dificultam a proliferação desses organismos, evitando que o pet entre em contato com as doenças transmitidas pelos parasitas.  

Segundo Almeida, algumas raças como São Bernardo, Bernesse, Border Collie e Chow Chow, originárias de regiões frias, são mais sensíveis ao calor e sofrem mais com as altas temperaturas, em decorrência da pelagem grossa e densa. Por esse motivo, muitos petshops oferecem a chamada "tosa verão", que proporciona maior conforto térmico para esses animais. Outras raças que podem sofrer bastante com o calor são as chamadas "braquicefálicas", ou "raças de focinho curto", como Bulldog e Pug. Devido ao focinho menor, essas raças apresentam maior dificuldade de perder calor pela ofegação (principal forma canina de regulação térmica), levando ao aumento da temperatura corporal e podendo desencadear problemas sérios.  

Programar o passeio com os cães para os horários em que o sol está mais "baixo" no horizonte e o clima está mais ameno pode evitar queimaduras nas solas das patas do bicho e proporcionar uma caminhada mais agradável. Além desses cuidados básicos, são as pequenas atitudes diárias e o acompanhamento veterinário que garantem o bem-estar dos peludos. Tanto no verão como nas demais estações do ano.




Texto: Pedro Junqueira

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